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O que muito hoje a humanidade necessita? Refletir...
Precisa buscar ajuda... Permitir-se intuir...
Encontrar caminhos para si e fazer-se companhia
Apoiar-se em Deus, dar créditos aos seus
Reencontrar-se com a VIDA e a POESIA.

É um convite a pensar, conversar
Meditar com palavras explícitas
Implícitas experiências do Coração
Dar mais um espaço à EMOÇÃO!
"...a POESIA é para comer, senhores..."


3/09/2016

A culpa é do destino...



"Ninguém caminha
Senão no traço já riscado
Ninguém dá um passo
Para qualquer lado
Senão para o caminho determinado...

Até o mais arrojado
Num sinal de independência
Insiste ir para o oposto lado
Acaba rumando para onde devia
Só não tinha consciência..."
_Valéria Milanês        


Tantas vezes notamos o quanto a Poesia revela a alma humana. Não genericamente falando, mas -  única, exclusivamente  -  descortinando cada ser (e não seria diferente, pois assim somos: únicos, exclusivos), e não para o mundo ver mas, principalmente, para que nos vejamos, e o quanto de nós nos resta em nós mesmos... Como uma expansão de consciência suave, leve, gradativa, pessoal, na medida que nos permitimos, nos envolvemos, nos dispomos ou nos expomos a conhecer melhor a energia da Poesia da Vida.


           O poema acima, escrito em 2012, tem nos mostrado muito isso, ao longo dos anos, à medida que temos contato com as diversas interpretações acerca deste... E é assim mesmo que a magia da poesia se manifesta, e onde reside também um dos seus grandes poderes: o de revelação... O poder que é revelado em cada um de nós (no que revelamos sobre nós mesmos) ou por através de nós (ao "revelarmos a alguém sobre si mesmo"), no oculto íntimo descrito sob a forma de versos, e por intermédio da interpretação do conteúdo de um poema.
          Pela interpretação nota-se a visão de cada ser e mais: O que o faz assim ver... Mesmo sem perceber, quais fatores externos e internos estão a "governar" essa visão e, ainda, quais acontecimentos armazenados na alma (fatos conscientes e inconscientes) são a "Trilha do Destino" nesta ou naquela vida...


Não é difícil notarmos quão complexo é o homem, difícil elevado a Pi é sabermos (incluindo nós mesmos) quais foram, até aquele determinado momento observado, os atos e os acontecimentos (não esqueçamos aí nessa imensa lista, dentre as possibilidades: o formato da educação, a lapidação, a manipulação, a violência - moral, social, sexual -, o abandono, a rejeição, as perdas - materiais, emocionais -, as dores, as ausências, o dilacerar das injustiças...) que culminam como 'determinantes' em decisões, escolhas, fugas, valores, 'desculpas', em nosso agir no dia a dia... Sendo, portanto, mais "simples, mais fácil" darmos o crédito, o mérito de tudo o que foi e não foi para o acaso.  Mas... E as questões que ficam 'no ar', como abaixo, tem ou não importância?
______ Será mesmo que a linha da vida pode somente ser definida por "fatores que nos fogem das mãos" ou somos nós que não agimos nisso ou naquilo por decisões, indecisões; ou só,  tendenciosamente, decidimos, olhamos, enxergamos, o que já "determinamos que convém", pelo entulho ou vazio que há alimentado no centro de nosso coração? 
___ Será mesmo que o acaso é o principal responsável, por exemplo, quando alguém A encontra em um show, balada, festa, evento, e se apaixona por alguém B...? Ou esse alguém A já saiu, decidiu em seu ser que ao ir nesse determinado lugar programado irá buscar se envolver, viver o que naquele momento crê? Podendo, inclusive, o contrário desta decisão ocorrer, ou não? 
___ Será mesmo que quando decidimos não ir a determinado lugar é somente porque não tinha de ser, ou decidimos que não queremos mesmo que seja, por motivos outros pulsando em nossas veias (como resguardarmo-nos de mais tristezas, dores, decepção, sensação de tempo perdido, pelo o que não foi intimamente notado. Incluindo o também conhecido como amor próprio); por não querer mais determinada atuação em nosso cotidiano, ou seja, sinais de cansaço da matéria, onde nos mostramos em quais áreas um pouco morremos? 
___Outra situação: Quando determinadas circunstâncias predominam constantemente em nossa vida,  assim o são ou tinham de ser, ou nós estamos repetindo e repetindo atitudes, pensamentos, sentimentos, programações, erros (leia-se aqui em erros como atitudes repetidas que fazem o mal para si ou para outrem. Afinal, "podemos cometer o mesmo erro várias vezes, mas a partir da segunda vez já não é um erro, e sim uma escolha", seja por quais fatores forem), enfim,  segundo experiências ocorridas em nossa vida no passado e refletindo tudo isso de novo, e de novo...?
      Claro que não devemos excluir o imponderável em nosso viver como atuante e possibilidade em muitos aspectos (claro que não), mas a vida não só o abriga... Fazê-lo seria delimitar pobre e solenemente o que é a grandeza infinita da vida; uma lástima seria, pois retira bruscamente o encanto, a mágica de todas as coisas inerentes a esta e de cada pessoa. E porque, assim como existe o imponderável, existe também o que ponderamos (ou não, consciente ou inconscientemente), e determinamos sendo o melhor a vivenciar, elegemos, mesmo, como um 'must' ou outra coisa... (- E, aí sim, em determinado tempo da vida,  a própria Mão da Vida (o Senhor da Vida) vai nos mostrar por "n" situações essas "repetições" que temos elegido como o inexorável, mesmo não o sendo...) E vamos culpá-lo, digo, vamos chamá-lo de... Destino.
       
Com a poesia, há caminhos de perceber a infinitude do muito que não podemos explicar, não com nossa mente somente, porém ao rotularmos que tudo tem unicamente motivos "alfa", transcendentais, e que somos não-participantes ou não-responsáveis acerca de diversas situações ao nosso redor ou que temos visto, é buscar levar a vida na humanidade, ao longo do tempo e do espaço, a um ínfimo patamar, e uma afronta à toda inteligência existente.  Não há como negar que muitos são os fatores que podemos e os que não dominamos ver e viver, inclusive... Mas, também muitos utilizam "pra tudo e contudo" um fator 'isolado' como justificativa para si ou para os outros, para se explicar ou explicar tudo, incluindo decisões e 'ausência' destas, mesmo quando, muitas das vezes, nem tem a resposta sobre si mesmo acerca desse comportamento. - conscientemente.
          Por outro lado, andamos, e não é incomum, segundo a influência de algo (ou alguém),  e ainda assim, tenderemos a declarar que é um ato arrojado, pessoal, mesmo não o sendo também... Em outras situações, daremos passos segundo nossos mais particulares planos e projetos (profissionais, acadêmicos), desejos esses, na verdade, forjados por experiências passadas... E temos um infinito de possibilidades acerca do agir, do pensar humano, entretanto, para muitos - sempre - será melhor julgar (ou jogar) uma culpa, um fator definitivo sobre um assunto, mesmo que sejamos, cada um de nós, infinitos... E muito de nós se esvai, como a espontaneidade.
           Portanto, genericamente falando, mesmo que sejamos infinitos, complexos (e responsáveis por nossos feitos e não-feitos e seus efeitos), decretamos dia após dia um MOTIVO sobre os "horrores e tudo mais de péssimo no mundo": apenas os governos. E um CULPADO para tudo em nossas vidas: apenas o destino! O que não deixa de conter uma verdade, repetindo: a que se quer ver, viver...
          Temos um tempo a cumprir aqui materializados, do qual, verdadeiramente, não temos nenhum controle (quanto a isso e seus desdobramentos, sigamos com Fé no Criador, o Eterno... sempre!), entretanto, enquanto cá estamos, no que concerne aos nossos capítulos de vida, é nossa missão lutarmos para sermos, e percebermos muito mais... Acordarmos, vermos...! 
            Sim, a culpa é do destino... Do destino que damos às nossas ações e das ações dos outros em nós...!

"Não somos apenas o que pensamos ser.
Somos mais. Somos também o que lembramos
e aquilo de que nos esquecemos;
somos palavras que trocamos,
os enganos que cometemos,
os impulsos a que cedemos 'sem querer'."
__Freud

Fonte imagens: Google imagens

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