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O que muito hoje a humanidade necessita? Refletir...
Precisa buscar ajuda... Permitir-se intuir...
Encontrar caminhos para si e fazer-se companhia
Apoiar-se em Deus, dar créditos aos seus
Reencontrar-se com a VIDA e a POESIA.

É um convite a pensar, conversar
Meditar com palavras explícitas
Implícitas experiências do Coração
Dar mais um espaço à EMOÇÃO!
"...a POESIA é para comer, senhores..."


11/01/2015

Nos braços da mentira.....

"A mentira é a antítese
de um coração sincero.
A inimiga do querer bem.
É que querer bem a alguém
não combina com inverdade.
Deixa o amor pouco à vontade..."
(Valéria Milanês)


    Ah... Se o mundo soubesse que o que mais contamina, cega e enrijece são as raízes provenientes da mentira... Os frutos até mesmo da 'inocente mentirinha' são danosos sempre, pois mentir é, inclusive, dar a chave da porta chamada desconfiança para que outros males possam entrar... É deixar um rastro escrito ao passar: "Em mim não podes confiar"! 
Se as pessoas querem realmente um mundo melhor, um dos passos é não mentir, nem para si mesmas... O outro é buscar sanar os males já causados...
A mentira afronta terrivelmente um dos sensos mais profundos, inalienável, do espírito humano, a liberdade... 
Liberdade de ser, liberdade de amar, liberdade de crer, liberdade de confiar...
Dessa forma, uma mentira 'macula' a fé também... E muitas outras consequências advém...


         Claro que a mentira tem suas justificativas, que são as "boas": boa intenção, não querer magoar, ganhar tempo, não se expor ou se revelar, e, ainda, as já horrivelmente conhecidas: orgulho, egoismo, presunção, soberba, manipulação...  Entretanto, sendo como 'boa' ou ruim, a mentira é a arte de enganar (se é que há alguma arte "nisso")!  Talvez isso seja conveniente para alguns, mas é, na verdade, um motivo para não confiar... 
       Cada dia mais comum, até alguns autores e as ciências já dizem que mentir faz parte do ser humano ou que "o ser humano não pode viver sem mentir", confundindo-a com a fantasia/imaginação, que é bem diferente... E isso deve ser aceitável, crível e simples assim. Com essas assertivas entende-se o porquê para uns ser tão natural mentir, enrolar e, principalmente, se enganarem... É um 'pseudo-poder': poder de poder fazer qualquer coisa direcionado, manipulado, para o que se 'quer que seja', não importando os outros; sendo, na verdade, na alma um péssimo 'ancoradouro'... Mas, o que é mentira no dia a dia da 'alma humana'? Tudo o que esconde, mascara a verdade, é mentira! Tudo que 'parece' abrigo, mas nos faz moradores de rua em nós mesmos, é mentira! Tudo que engana conduzindo alguém ou o poder de decisão de alguém (um atropelo à liberdade alheia), é mentira...
           Engano, palavra pequena que causa imensos danos... Danos, consequência do que faz mal... Podemos querer muito bem a alguém, mas se esse mesmo alguém só 'amar a mentira' dentro de si, não há caminho para esse bem florescer, e sim campo árido que mata sementes, pois, na verdade, a visão para o amor está cega em seu interior, existindo apenas vício de viver inverdades, vícios de mentir, vícios de sentir e agir.... Vícios sem luz, sem vida a florir... E o bem querer, o amor, que amplia toda e qualquer visão, fica no calabouço onde foi trancafiado o coração, e a 'luz' que predomina é a do farol, enquanto a imensidão da 'luz da lua' (reflexo de nossa própria luz) que há em nós, apenas um distante e mais distante brilho inatingível...
            Embora de toda forma seja nefasta, a mais escondida mentira é aquela que o agente mente para o seu coração...  É... a mentira começa de dentro para fora e, então, dá 'os seus frutos'. Sendo grades luminosas, douradas para quem decidiu deixar de viver e ser, escolheu as sombras; sombras do mal querer ou a masmorra da ilusão, sob as mais diversas formas e valores, e propagando essa má visão de si e sobre as coisas... A vida abriga luz e trevas, inércia e decisão, e quem vive uma vida de mentira, vive a decidir pelo o que foi (portanto, já não é!), ou pelo o que quer que fosse (novamente, não é!)... Buscando (ou vivendo) delimitar a vida, incluindo a de outros... Algo como uma Vida de Morte, onde os personagens importantes são: lembranças mortas, putrefatas e enraizadas; valores egoístas, mesquinhos etc., e que mortificam ao seu redor, que alimentam, geram mais, incontável, escuridão...


"Mentir é maldade absoluta. 
Não é possível mentir pouco ou muito; 
quem mente, mente..." 
_Victor Hugo

         Verdades não interessantes, que o mundo não quer saber: 
      _ "Gente é para brilhar e não para morrer de fome"...  Bonitinho para ser cantado, mas não para se perceber.... Que o morrer de fome não tem só estado propriamente físico; e o brilhar não está só relacionado com conquistas materiais, profissionais (ou títulos), ou só reluzir a partir do exterior, mas fluir a partir de nós mesmos e nossa verdadeira missão...            
     _  E muitos 'experientes' indicam que 'por experiência própria' não viver a verdade é preciso... Entretanto, em nada isso tem sobre experiência universal, e sim "a pessoal" (aquela que parece que é nossa, mas está 'contaminada etc. e tal', ou aquela que 'aparenta' que estamos nos movimentando por 'força do destino', mas que, na verdade, é produto de 'codificação' na alma)... Já que, parafraseando Oscar Wilde, essa é: 'uma catalogação íntima sobre os próprios erros'... E nem tem a ver com poder, pois se assim fosse não estariam nesse patamar interior de dormência(...), pois o verdadeiro poder (não o mundano, mas intimo, verdadeiramente pessoal) é transformador e revolucionário. Podem ter visto (ou vivido) a experiência passar, mas não... Não se permitiram crescer com o seu vivenciar... É, viver na mentira, ao contrário da fantasia......Atrofia as Asas! Correntes, seja de que material for, não auxiliam no voar!
   Dentro das leis universais, imponderáveis, portanto, imutáveis, "tudo tem um preço", não o capitalista cultuado, o de plantar-e-colher... Ai daquele que não quer acordar...! Gerando a desconfiança ao seu redor, e nem em si mesmo possa confiar para viver suas verdades...! Sendo aquele que vive como o famoso "andador de meias": com meias verdades, meias palavras, meias vontades, meias saudades..., e que desaprendeu a colocar o pé no chão.

       Ai daquele que apaga a própria luz.... Perceberá em um tempo difícil de remediar, que tudo o que do mundo o homem vai levar é o que está em sua alma... Em tudo quanto nela deu espaço para iluminá-la, para ser a luz que o conduzirá ao inevitável... nova dimensão. Que podemos chamar de muitos nomes, ou lugares, e essencialmente: evolução... Ou não!
_____ Este post não tem o intuito do julgamento, mas de  reflexão, sempre... Somos, todos, suscetíveis de erros, que nos mostram - se quisermos ver - onde podemos acentuar nossos acertos... E, entre erros e acertos, podermos perceber que em tudo na vida (enquanto ela estiver em nós) há possibilidade de caminharmos melhores, maiores, de forma a perceber que: até em nossos erros, em determinada área... Um é pouco, dois é bom... Três ou mais... É demais!
               
"Nos braços da mentira
não é lugar nem para viver
ou tentar se abrigar.
Seus abraços são atos,
São fatos, são cordas
que tentam iludir...
Seja por qual motivo for,
Distorcer, manipular...

Cordas que machucam,
Cordas que geram o mal...
 Até a inocente mentirinha
Corrói o bem querer,
Causa dor sem igual...
É que querer bem a alguém
não combina com inverdade.
Deixa o amor pouco à vontade...

Deixando lacunas no ar.
O amor cresce e transparece
Onde há verdade.
A essência do amor é a transmutação do doar...
É sua missão a partir de um coração.
Sendo lhe mais precioso,
Mais do que prata ou ouro,
Encontrar a quem  possa confiar..."
(Valéria Milanês)



Ou nos tornamos...! e ENTÃO...
 As verdades viram 'joguetes';
 e a mentira, uma arma apontada, primeiramente, 
contra quem pensa que a detém...



                                                                                                                                                                 Fonte imagens: Google Imagens



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