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O que muito hoje a humanidade necessita? Refletir...
Precisa buscar ajuda... Permitir-se intuir...
Encontrar caminhos para si e fazer-se companhia
Apoiar-se em Deus, dar créditos aos seus
Reencontrar-se com a VIDA e a POESIA.

É um convite a pensar, conversar
Meditar com palavras explícitas
Implícitas experiências do Coração
Dar mais um espaço à EMOÇÃO!
"...a POESIA é para comer, senhores..."


11/07/2015

Série: Belezas da natureza -Arara Azul



#RiquezasdaNatureza

"Chegará o dia em que os homens conhecerão o íntimo 
dos animais,  e, neste dia, um crime contra um animal 
será considerado um crime contra a humanidade."
- Leonardo Da Vinci

Fonte: Google imagens

11/05/2015

A disfunção

#Série: Homenagem aos poetas


"Se diz que há na cabeça dos poetas um parafuso a menos
Sendo que a nós mais justo seria o de ter um parafuso 
trocado do que a menos
A troca de parafusos provoca nos poetas 
uma certa disfunção lírica
Nomearei abaixo 7 sintomas desta disfunção lírica.
1– Aceitação da inércia para dar movimento às palavras.
2 – Vocação para explorar os mistérios irracionais.
3 – Percepção de contiguidades anômalas entre verbos e substantivos.
4 – Gostar de fazer casamentos incestuosos entre palavras.
5 – Amor por seres desimportantes tanto como pelas coisas desimportantes.
6 – Mania de dar formato de canto às asperezas de uma pedra.
7 – Mania de comparecer aos próprios desencontros.
Essas disfunções líricas acabam por dar mais importância 
aos passarinhos do que aos senadores."
__Manoel de Barros

Fonte imagem: Google imagens


11/04/2015

É tempo de... Ver!

"O essencial é saber ver,
Saber ver sem estar a pensar,
Saber ver quando se vê,
E nem pensar quando se vê,
Nem ver quando se pensa.
Mas isso (triste de nós que trazemos a alma vestida!),
Isso exige um estudo profundo,
Uma aprendizagem de desaprender..."
__Alberto Caeiro


       Dentro dos caminhos,  que nem sempre são ninhos, mais dia menos dia, nos deparamos com o que sabíamos, mas não queríamos ver:  como para todos, "o tempo é escasso"!  Não tendo o direito de 'nos perdermos' na aprendizagem que não seja a nossa, ou vivência de não ser, ou vivência "das sombras de árvores alheias"... Ou pior: vivência de não querer desaprender caminhos que só fazem sofrer, de um jeito ou de outro... Caminhos de reconhecer só o que não é.... Não merecemos o 'viver' da vontade de fazer o que só para os outros tem importância, regados de profunda ignorância ou enganos, como muitos fazem, querendo ou não, com ou sem percepção. 
Sabe...!? Não temos tempo de passar de nós mesmos!

         Dentro das trilhas percorridas, é preciso perceber que se quisermos realmente Ser, preciso é... Viver! Haver dedicação onde está a nossa verdade, ao o que almejamos, e do que realmente somos, não somente de acordo com o já 'rabiscado' ou determinado por valores questionáveis como sendo o ideal... Não só em sonhos, ou como de 'alma de poeta', mas de 'forma concreta', a Vida que se tem, enquanto ela estiver a se encaminhar, enquanto fluir em nós o ar...
          É Tempo de Ver.... -  O tempo está passando (em quê estamos nós avançando?), o quê estivemos a colher? Os frutos que buscamos são os nossos mesmo, ou apenas nos enganamos que não seguimos resquícios de "não vida ou alheios planos"; ou que o trabalho ao qual nos dedicamos é mesmo para 'nossos ganhos'? Afinal, são os fatos, são os atos que movimentam o viver, não somente o que pensamos, desejamos ( o que queremos ver)...
Talvez, esse seja o 'grande lance', o ápice,  'da revolta das coisas da vida ou na vida', que acontecem de forma mais acentuada: um ponto (ou vários) de exclamação com interrogação em forma de dores, dúvidas, frustrações, e noites sem calor e cores, a nos falar: -  O que estás a fazer contigo mesmo!?!? [E essa pergunta, mais de uma vez, dentro de nós mesmos não podemos responder.... Não por não vislumbrar horizontes, e sim porque a resposta é a que  nunca queremos essencialmente enxergar...].
          É tempo de V...IVER!  -  Não querer somente aquilo que não satisfaz ou satisfaz ao conveniente... Não querer mais "Mais do Mesmo",  já visto em "vivências" lá trás.... E, ainda, Não querer ver a vida por cores, jogos (sejam quais forem: digitais, virtuais ou desleais), ou lentes alheias, que só nos levam a caminhos que não são os nossos: seja sob forma de 'visão de enganos com cara de verdade' ou, ainda, de desilusão alheia, de desesperança no que é verdadeiro, puro, belo, singelo... Ou no fluir conforme o andar de outros.  Ser fiel (embora nem todos sejam) ao que nos encanta e é 'nosso', e que nos cabe cultivar, para poder colher:  à energia da Vida, e tudo quanto ainda tem para fluir em Nós! 
            Bem é verdade que muitos acham que estão a Viver (seja enclausurado, ou sob forma de uma caixa de recordações endeusada; seja por ilusões cibernéticas sem luz real, ou com coleções de emoções - tanto as boas e as ruins em um mesmo pacote. Fazendo, tratando, vendo tudo e todos como igual, no mau sentido), onde cada um vive pelo o 'que vê', sem, muitas vezes, ser o melhor que possa lhe parecer (pela visão que quer ver)... Mas "esse decreto pessoal" não pode e não deve catalogar pessoas (inclusive nós mesmos!), como sendo coisa pouco importante, ou destinar ao hoje as mazelas de outros de ontem... E, por outro lado... Dizer ao  tempo de agora: - "Ah, tempo...! Não  há 'tempo, espaço' para o ontem no tempo de hoje!"  
           É tempo de... Crer! -  Crer no essencial. Crer em Deus, e não confundi-lo somente com os dogmas da religião. Crer no homem, sem defini-lo, ou o delimitarmos com 'as leis dos homens'... Porque estas passam pela ganância, discrepância, intolerância.... E outras "ânsias" mais. 'Leis' passadas de geração em geração, como uma programação...

       É tempo de... Desaprender! - Para aqueles que assim quiserem...... (Querer sempre! ) E ser quem somos! Como cada um é quem é, no melhor sentido de Ser!  Não apenas seguindo a 'carruagem de alguém', pois ninguém é igual a ninguém. Portanto, não devemos aceitar "que nos diminuam, cataloguem";  "não aceitar se diminuir" para somente existir como convém ao mundo, 'às coisas do mundo', ou como "uma mesmice repetidora, replicadora de sentir"! Somos mais! Rumando a reencontrar a essência realmente nossa. (E a motivação não deve passar pelos os rios das mágoas ou asperezas na alma... Ou pelo catálogo de experiências vividas e cultivadas com seus feitos já passados... Mas... pelo voar!)
             Pelas asas da poesia, da fantasia?! Sim! E também do que é verdadeiro... Não tendo dúvidas sobre as coisas que nos encantam, bem como não fechar os olhos para as contaminações festejadas, colecionadas em nós... Essas deviam nos espantar sempre!  Mas... O que efetivamente buscar? O Viver e sua plenitude! Não com ensinamentos marcados, formatados, mas com a grandeza simples e inexplicável que a vida ainda tem para nos mostrar, e na sua infinitude que pudermos alcançar, abrigar...! O ainda Mais de tudo o que já vimos, fomos, vivemos, sentimos.... Sem  mesmice nos atos, enquanto o belo em nosso ser aguarda para nunca ser... Pois não se pode voar verdadeiramente com ferrolhos nos pés ou raízes na alma...         
              É tempo de....D e s p r e n d e r!  - Desprender do que não é, e deixar realmente o espaço para o que é em nosso ser!  E nos reencontrarmos na liberdade... (Para quem quiser se encontrar!). Sem esquecer, novamente, de ver que..... O tempo é escasso para todos! Principalmente quando se trata do que é verdadeiro e leal, em um mundo com valores tão desleais... Ter a consciência de que não "somos senhores da vida", nem do tempo, seu ajudador. Somos agentes do seu fluir! E reconhecermos que com alma vestida, não somos capazes de ver (e viver) o essencial... Só a ilusão, afinal!


"Caminhos, trilhas, ninhos...
Poesia, fantasia, magia...
Tudo uma questão de percorrer.
Não com pegadas marcadas,
Com o mover do melhor que se possa ser

Dentro do caminho dolorido percorrido, 
perceber onde reside o imenso cansaço de um poeta!
Não da vida, e dos seus sonhos sinceros e floridos;
No que insistem denominar o que é o viver...

Muito verdadeiramente, de brincadeiras para não sorrir; 
De jogos que são feitos só para perder, e, 
Com muito pesar, de amar sem ver o amor ser..."
 (Valéria Milanês, in "Caminhos sem direção de Ser")



11/03/2015

A evolução da vida em nós...

          
"...Rega as tuas plantas. Ama as tuas rosas. 
O resto é a sombra. De árvores alheias..."
__Fernando Pessoa


        Claro que na vida não temos "só o belo"... Um campo florido, cheio de árvores maravilhosas e frutos agradáveis. Ao invés disso, temos muitas incógnitas, e a sensação de que não estamos colhendo nada de bom. Por que será? Por que será que ao olharmos a vida alheia o 'pasto' nos parece tão mais bonito? Por que será que burocratizamos o que está em nossas mãos para plantar e colher? Respostas difíceis de perceber, enquanto estivermos a olhar as 'sombras de árvores alheias'.    
         Enquanto assim nos notarmos (ou não notarmos!), estaremos à margem de nós mesmos. Estaremos 'nos encaminhando nos caminhos dos outros'... Mas, a vida não é estática como, muitas das vezes, nos permitimos ser... Então, temos, sim, muitos desafios, muitas circunstâncias que gostaríamos que fossem desconhecidas por nós, mesmo! Outras que gostaríamos de "termos as rédeas", ou, num piscar de olhos, fossem como queremos... 
Mas, porém, entretanto, contudo...

            Se tudo fosse, assim, tão delimitado (mais ainda...!), não "nos redescobriríamos, não renasceríamos, não viveríamos" os caminhos desconhecidos que existem, inclusive dentro de nós.  Também não nos disporíamos a superar, ou evoluir, ou nos refazermos diante dos chamados "avessos da vida". Viver é mais! Do que nos ensinaram, do que crescemos acreditando, do que 'decidimos  ou disseram que temos direito ou merecemos, ou já descobrimos'... Mais do que nos acostumamos... Não ser!
              Viver é uma inesgotável amplitude de possibilidades infinitas, de poder e florescer, que 'só podemos perceber' se pudermos ver, ouvir, ser, querer, sentir...com o nosso Eu!  E enxergamos o que está a nossa volta com a mesma sensibilidade e envolvimento, não apenas com 'vícios de sentir'. Não apenas como queremos ver e que já decretamos 'como o acomodado importante'.  Não apenas com o que queremos porque quisemos enxergar. E sim, também, fazendo de cada descoberta ou redescoberta feliz, momentos eternos em nós, e por através de nós... Sendo vida gerando vida, inclusive.

              Todo dia é especial, e diferente..!  E, sim, a vida 'se amplia' Todo dia, a cada amanhecer. E com ele novas possibilidades, oportunidades, decisões... Novas condições... Novas linhas de Novo sentir!  De forma que o "Ontem" seja o que é, passado: o que já se colheu; flores que não se regou... Portanto, o que passou! E o Hoje, uma segunda opinião de aprendizado, ou consequência, para uma nova experiência... Que complementa, ou movimenta todo o "ontem". Algo para vivermos nova colheita, todavia, com a devida atenção, pois, assim é para o bem ou para o mal... Assim é o Hoje! O que está em nossas mãos para regar, mover...
              Assim ocorre em tantas e tantas vidas, situações, e nesses caminhos a 'renovação' em todas as coisas.... Na renovação dos caminhos do viver. Na condição que temos, cada um de nós, de fazer, refazer, até alcançarmos a plenitude do que queremos, podemos, no bom sentido de evoluir, fluir.
               Então, queiramos o melhor! O melhor ser, o melhor sentir, o melhor agir, na nossa vida e na vida dos que conosco vivem... Pois, nosso direito termina quando começa o de outro; e esse prisma se revela e é regado com respeito, hombridade... E com verdade! Vivendo a grande 'máxima': "não devemos fazer aos outros o que não gostaríamos que nos fizessem...",  e o mundo seria bem melhor; pelo menos, com bem menos hipocrisia.... E Florir verdadeiramente! Deixarmos ao seu devido lugar o que é 'de outro', pois o que temos como missão de evolução, no sentido de ser (ou deixar de fazer), recomeçar e melhor enxergar, ninguém poderá fazê-lo.... 
                 Então, não!, apenas ver as coisas com o foco 'em um dia desses', no 'amanhã farei' ou 'o ontem deu-me os melhores frutos', não nos evolui. Paralisia é o que temos, enquanto olhamos dormentes e aprisionados quem trabalha o seu campo, para colher as suas flores... 
          Mas, graças aos céus, não é daí que a vida flui... E sim, das situações que não prevemos, não controlamos. Sendo, portanto, 'molas de propulsão' para despertar nosso coração. Do que nos renova... Daí sim, a evolução será boa, e frutificará bons frutos!
            E nunca esquecer:  O ontem é sempre menor que o Hoje...!  Não é menos importante, só não é preponderante, pois... Somente o Hoje leva-nos ao amanhã que sonhamos...! ( - Se agirmos como tal, claro!).  Leva-nos a colher novos frutos, e a viajar de eternidade à eternidade... À plenitude de Viver... Ou não!
     Viva o Hoje! Faça o seu melhor Hoje... 
Nos jardins de sua Vida!

 "Acabemos de uma vez com a única crise ameaçadora, 
que é a tragédia de não querer lutar para superá-la."
 __Albert Einstein

"...E enquanto houver esperança...
Poderemos todos ver o invisível, ouvir o inaudito,
viver o extraordinário trazendo à existência 
o infinito para o hoje... Basta que sejamos mais 
do que repetições, mais do que convenções, 
mais do que um dia fomos, vivemos, conhecemos, 
e até nos apaixonamos... E que se tornou finito,  
pois no ontem está!  Nós que amarram, aparentes laços. 
Sejamos desbravadores de nós mesmos, de um agir melhor. 
Oriundo de um mundo interior iluminado e maior.  
Que melhora as suas teorias, suas vivências, conveniências, e,  com verdadeira revelação, sejamos verdadeiros...
Com a verdade que de nós vem saindo à luz.
E o amor será, e o sonho se realizará, 
e a fantasia... será mais do que o falso purpurinado 
e propagado, como inocente e bonito... 

Com renovadas forças, a esperança brotará bons frutos, 
não a partir da terra, mas do coração do homem..."
(Valéria Milanês)

Fonte imagens: Google imagens

11/02/2015

Cavernas... Ou casernas de ver, ser e de viver...



"... e a vida 
é como ela é... 
Ou como queremos ver 
(ou queremos que se veja, que seja!)
Com suas cavernas... As naturais...
Aquelas lindas, e são escondidas,
Para ficarem no rol 
dos endeusados impossíveis
E a revelada,  estampada, 
Aquela que nos convém, nos apraz...
Devem ser aduladas e visíveis.
Aqueles que têm olhos para ver
Visionam a verdade que não pode ser contida, 
por isso gememos em vida
Juntamente com as paredes em nosso interior
flui um rio azul esperando matar nossa sede
de ser e de viver... O amor."
              (Valéria Milanês)

Fonte imagem: Google Imagens

11/01/2015

Nos braços da mentira.....

"A mentira é a antítese
de um coração sincero.
A inimiga do querer bem.
É que querer bem a alguém
não combina com inverdade.
Deixa o amor pouco à vontade..."
(Valéria Milanês)


    Ah... Se o mundo soubesse que o que mais contamina, cega e enrijece são as raízes provenientes da mentira... Os frutos até mesmo da 'inocente mentirinha' são danosos sempre, pois mentir é, inclusive, dar a chave da porta chamada desconfiança para que outros males possam entrar... É deixar um rastro escrito ao passar: "Em mim não podes confiar"! 
Se as pessoas querem realmente um mundo melhor, um dos passos é não mentir, nem para si mesmas... O outro é buscar sanar os males já causados...
A mentira afronta terrivelmente um dos sensos mais profundos, inalienável, do espírito humano, a liberdade... 
Liberdade de ser, liberdade de amar, liberdade de crer, liberdade de confiar...
Dessa forma, uma mentira 'macula' a fé também... E muitas outras consequências advém...


         Claro que a mentira tem suas justificativas, que são as "boas": boa intenção, não querer magoar, ganhar tempo, não se expor ou se revelar, e, ainda, as já horrivelmente conhecidas: orgulho, egoismo, presunção, soberba, manipulação...  Entretanto, sendo como 'boa' ou ruim, a mentira é a arte de enganar (se é que há alguma arte "nisso")!  Talvez isso seja conveniente para alguns, mas é, na verdade, um motivo para não confiar... 
       Cada dia mais comum, até alguns autores e as ciências já dizem que mentir faz parte do ser humano ou que "o ser humano não pode viver sem mentir", confundindo-a com a fantasia/imaginação, que é bem diferente... E isso deve ser aceitável, crível e simples assim. Com essas assertivas entende-se o porquê para uns ser tão natural mentir, enrolar e, principalmente, se enganarem... É um 'pseudo-poder': poder de poder fazer qualquer coisa direcionado, manipulado, para o que se 'quer que seja', não importando os outros; sendo, na verdade, na alma um péssimo 'ancoradouro'... Mas, o que é mentira no dia a dia da 'alma humana'? Tudo o que esconde, mascara a verdade, é mentira! Tudo que 'parece' abrigo, mas nos faz moradores de rua em nós mesmos, é mentira! Tudo que engana conduzindo alguém ou o poder de decisão de alguém (um atropelo à liberdade alheia), é mentira...
           Engano, palavra pequena que causa imensos danos... Danos, consequência do que faz mal... Podemos querer muito bem a alguém, mas se esse mesmo alguém só 'amar a mentira' dentro de si, não há caminho para esse bem florescer, e sim campo árido que mata sementes, pois, na verdade, a visão para o amor está cega em seu interior, existindo apenas vício de viver inverdades, vícios de mentir, vícios de sentir e agir.... Vícios sem luz, sem vida a florir... E o bem querer, o amor, que amplia toda e qualquer visão, fica no calabouço onde foi trancafiado o coração, e a 'luz' que predomina é a do farol, enquanto a imensidão da 'luz da lua' (reflexo de nossa própria luz) que há em nós, apenas um distante e mais distante brilho inatingível...
            Embora de toda forma seja nefasta, a mais escondida mentira é aquela que o agente mente para o seu coração...  É... a mentira começa de dentro para fora e, então, dá 'os seus frutos'. Sendo grades luminosas, douradas para quem decidiu deixar de viver e ser, escolheu as sombras; sombras do mal querer ou a masmorra da ilusão, sob as mais diversas formas e valores, e propagando essa má visão de si e sobre as coisas... A vida abriga luz e trevas, inércia e decisão, e quem vive uma vida de mentira, vive a decidir pelo o que foi (portanto, já não é!), ou pelo o que quer que fosse (novamente, não é!)... Buscando (ou vivendo) delimitar a vida, incluindo a de outros... Algo como uma Vida de Morte, onde os personagens importantes são: lembranças mortas, putrefatas e enraizadas; valores egoístas, mesquinhos etc., e que mortificam ao seu redor, que alimentam, geram mais, incontável, escuridão...


"Mentir é maldade absoluta. 
Não é possível mentir pouco ou muito; 
quem mente, mente..." 
_Victor Hugo

         Verdades não interessantes, que o mundo não quer saber: 
      _ "Gente é para brilhar e não para morrer de fome"...  Bonitinho para ser cantado, mas não para se perceber.... Que o morrer de fome não tem só estado propriamente físico; e o brilhar não está só relacionado com conquistas materiais, profissionais (ou títulos), ou só reluzir a partir do exterior, mas fluir a partir de nós mesmos e nossa verdadeira missão...            
     _  E muitos 'experientes' indicam que 'por experiência própria' não viver a verdade é preciso... Entretanto, em nada isso tem sobre experiência universal, e sim "a pessoal" (aquela que parece que é nossa, mas está 'contaminada etc. e tal', ou aquela que 'aparenta' que estamos nos movimentando por 'força do destino', mas que, na verdade, é produto de 'codificação' na alma)... Já que, parafraseando Oscar Wilde, essa é: 'uma catalogação íntima sobre os próprios erros'... E nem tem a ver com poder, pois se assim fosse não estariam nesse patamar interior de dormência(...), pois o verdadeiro poder (não o mundano, mas intimo, verdadeiramente pessoal) é transformador e revolucionário. Podem ter visto (ou vivido) a experiência passar, mas não... Não se permitiram crescer com o seu vivenciar... É, viver na mentira, ao contrário da fantasia......Atrofia as Asas! Correntes, seja de que material for, não auxiliam no voar!
   Dentro das leis universais, imponderáveis, portanto, imutáveis, "tudo tem um preço", não o capitalista cultuado, o de plantar-e-colher... Ai daquele que não quer acordar...! Gerando a desconfiança ao seu redor, e nem em si mesmo possa confiar para viver suas verdades...! Sendo aquele que vive como o famoso "andador de meias": com meias verdades, meias palavras, meias vontades, meias saudades..., e que desaprendeu a colocar o pé no chão.

       Ai daquele que apaga a própria luz.... Perceberá em um tempo difícil de remediar, que tudo o que do mundo o homem vai levar é o que está em sua alma... Em tudo quanto nela deu espaço para iluminá-la, para ser a luz que o conduzirá ao inevitável... nova dimensão. Que podemos chamar de muitos nomes, ou lugares, e essencialmente: evolução... Ou não!
_____ Este post não tem o intuito do julgamento, mas de  reflexão, sempre... Somos, todos, suscetíveis de erros, que nos mostram - se quisermos ver - onde podemos acentuar nossos acertos... E, entre erros e acertos, podermos perceber que em tudo na vida (enquanto ela estiver em nós) há possibilidade de caminharmos melhores, maiores, de forma a perceber que: até em nossos erros, em determinada área... Um é pouco, dois é bom... Três ou mais... É demais!
               
"Nos braços da mentira
não é lugar nem para viver
ou tentar se abrigar.
Seus abraços são atos,
São fatos, são cordas
que tentam iludir...
Seja por qual motivo for,
Distorcer, manipular...

Cordas que machucam,
Cordas que geram o mal...
 Até a inocente mentirinha
Corrói o bem querer,
Causa dor sem igual...
É que querer bem a alguém
não combina com inverdade.
Deixa o amor pouco à vontade...

Deixando lacunas no ar.
O amor cresce e transparece
Onde há verdade.
A essência do amor é a transmutação do doar...
É sua missão a partir de um coração.
Sendo lhe mais precioso,
Mais do que prata ou ouro,
Encontrar a quem  possa confiar..."
(Valéria Milanês)



Ou nos tornamos...! e ENTÃO...
 As verdades viram 'joguetes';
 e a mentira, uma arma apontada, primeiramente, 
contra quem pensa que a detém...



                                                                                                                                                                 Fonte imagens: Google Imagens



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