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O que muito hoje a humanidade necessita? Refletir...
Precisa buscar ajuda... Permitir-se intuir...
Encontrar caminhos para si e fazer-se companhia
Apoiar-se em Deus, dar créditos aos seus
Reencontrar-se com a VIDA e a POESIA.

É um convite a pensar, conversar
Meditar com palavras explícitas
Implícitas experiências do Coração
Dar mais um espaço à EMOÇÃO!
"...a POESIA é para comer, senhores..."


8/29/2014

Viver e Ser... é mais!


       Os planos que brotam em nosso interior (os chamados sonhos), não são para diversão ou coleção... São para o cumprimento de uma existência, são para o desdobrar e o fluir pleno do coração e sua missão... Esconder-se em hipóteses, ilusões, heróis inventados, assuntos, razões, mediocridades do mundo, não faz-nos diferentes "deste"... 

       Quando viemos ao mundo, viemos por uma seleção de ser e poder (e com a devida capacitação), não importando, realmente, o que colocarão em nossas mentes; não importando quais correntes elegeremos como boa razão para não fazermos o que nos foi comissionado... 
        Muito do que o mundo vive hoje (as atrocidades, as maldades, as prisões...), são reflexos de muitos e muitos que se calam... Calam o coração... Palavras são importantes, mas não são suficientes sem efetiva ação.  Palavra e ação, um binômio inseparável, pois um gera o outro (querendo ou não). Então, o que mais temos visto são as palavras e os atos condizentes com o breu propagado:  a covardia como justificativa; a revolta como motivo para a apatia, sem nenhuma pacífica "rebelião"... 
          Não há esperança? Sejas tu o início desta! Não há verdadeira união? Una-se aos que estão e são! Quer mudanças no mundo? Comece por teu mundo, teu ser, teu coração...  Sem isto, como pode o homem querer um mundo melhor, sem nem conseguir fazer, agir, reagir, primeiramente, em seu interior?
          Vãs filosofias, teorias, constatação de como está a vida... Não geram evolução... Viver e Ser... é Mais!

"Quando olhamos para o mar,
não é à toa nossa sensação de infinitude.
Quando queremos encontrar o mar,
não é coincidência a urgência de sentir-se livre.
Quem nunca ainda viu o mar,
não tem um desejo de ver algo somente...
Anseia encontrar o que mais perto 
se aproxima de sua essência de ser..."
(Valéria Milanês)
Fonte da imagem: Google imagens

E eis...


"... E a verdade espantada é que eu sempre 
estive só de ti e não sabia...
Eu agora sei. Eu sou só... 
E eis que depois de uma tarde de "quem sou eu" 
E de acordar à uma hora da madrugada ainda em desespero...  Eis que às três horas da madrugada acordei e me encontrei. Fui ao encontro de mim. 
Calma, alegre, plenitude sem fulminação. 
Simplesmente eu sou eu, e você é você.
É lindo, é vasto, vai durar. 
Eu não sei muito bem o que vou fazer em seguida
Mas, por enquanto, olha pra mim e me ama.
Não: tu olhas para ti e te amas. É o que está certo..."
_Clarice Lispector

Nota:  "E eis": Trecho de poemas de Clarice Lispector, em "Água Viva" - Video do Youtube, trechos declamados por  Maria Bethânia, Programa Panorama, em homenagem à Clarice Lispector,1979.

Fonte imagem: Google imagens

8/27/2014

Liberdade de Ser... Quem somos!

REFLETINDO AS INCONGRUÊNCIAS DO SER....

     Somos livres... Claro (!), temos liberdade... Intransponível, intrínseca, latente, urgente... Nosso maior bem, que se move dentro de nós como sendo o reflexo de quem somos, de onde viemos, ainda que não tenhamos consciência real desse mover... 


        O homem mesmo pseudo-controlado por "n" fatores que tem acesso desde seu 'nascer', acaba sempre refletindo essa liberdade, mesmo que de modo 'às avessas do que veio fazer': por exemplo, quando se expressa majoritariamente apenas pelo medíocre egoísmo (lado extremo de uma existência perdida, no sentido de não se conhecer, não-evoluída), uma tentativa de não ser deixar ser controlado, "encolhe o seu ser":.. "Ama a si mesmo" de forma suprema... O que não deixa de ser um sintoma, uma tentativa de defesa de uma "liberdade incontrolável"... 
         Por mais que haja convenções, determinações sociais, conquistas materiais etc. No meio da caminhada, é o infinito, a essência dessa liberdade, mesmo que de forma complexamente desequilibrada, é que jorra... 
          Inúmeros desafios temos, dentro da expressão "Viver a Vida", após nos materializarmos, nascermos... Mas o maior deles não é o que querem que sejamos, não são os aprendizados que nos apresentam como leis, não são as conquistas que desenvolvemos, nem mesmo quantas vocações temos e do que delas fazemos... 
        Nosso maior desafio é identificarmos que nada pode nos conter (latente... e, muita das vezes, vive-se só em um instinto dessa excelência que somos), e, também, juntamente, que não somos Um somente... Fazemos parte de um corpo maior infinito, livre, universal, mas um Corpo somos... Não no sentido de nos formatarem a liberdade, mas no sentido de espelharmos nossa maior missão que nos trouxe aqui: equilíbrio. 
         Somos quem somos (inalienavelmente), mas se aqui viemos, a expressão que devemos desenvolver é a da excelência de sermos... Desbravando os dogmas, as doutrinas, o "materialismo" e continuarmos refletindo o infinito do jorrar que habita em nós, somos nós... Ainda que 'mais nada nesse mundo seja', ainda que nos mostrem prisões... O equilíbrio é tudo o que buscamos mesmo sem saber...
       ...E o amor na sua infinitude, dentre outros, é também um ajudador. Não para nos amarmos sem medidas, não para amarmos o que não tem real valor... Mas para que haja realmente liberdade de sermos... 
        ...E o par que sempre buscamos é a nossa lembrança que somos Únicos, mas não somos Um (individual)... Quando o encontramos, nossa evolução está ocorrendo não nesse mundo, mas no infinito que existe em nós... Jorramos... Evoluímos, mesmo no limitado... e realmente florescemos... E os frutos são...!
Fonte imagem: Google imagens

8/26/2014

Palavras... São muito mais!

* REFLEXÃO SOBRE A PALAVRA E A POESIA


          Para a Poesia, uma palavra proferida não é para impressionar, mas revelar o que está fluindo, sentido, aquele que a escreve. Não são, portanto, só palavras, mas o uso da magia de ser, sentir, amar... Dar lugar ao o que há, para que seja sentido... Ser luz, e iluminar, ao se permitir jorrar... A "poesia não é de quem a escreve,  e sim de quem precisa dela..."  (Eu, como poeta, preciso dela duplamente... Além de escrever;  anseio ver o desabrochar do que há de bom onde quer que esteja um dizer (escrito ou falado), guiado à luz da inspiração; anseio que o espírito da palavra bendita liberada, toque, envolva, sendo boas energias... )

   Palavras são mágica - seja em que idioma forem proferidas: Magia de expressão do que vem do coração... E para a Poesia (e o poeta) , é sua forma (ainda que limitada) de derramar, transbordar sua alma, seu sentir, e o sentir da alma humana... Um fluir!
       Antigamente, eram usadas da forma que elas realmente são: poder!  - "Uma palavra dada era o que iria acontecer!" Expressão de sentimentos, reflexo de um querer, de uma reflexão, intenção... Enfim, a materialização do que vinha do interior de quem a proferia, e uma certeza para quem a ouvia, lia... Ainda hoje, por isso, basta uma palavra ou a falta desta para mudar muita coisa... Ou deixar de ser algo que ontem existia...
      Embora, hoje, haja uma inversão de valores generalizada - onde as palavras também foram inseridas nessa 'salada salgada', fora do tom - estas nunca deixarão de ser o que são: o poder de fazer fluir o que é, está ou virá... Pois, geralmente a palavra vem acompanhada de uma ação... Talvez, por isso, também, estejamos vivendo um "tempo de mentiras", enganação, ilusão etc., pois, o que vemos sair da "boca da sociedade" são as inverdades, falsidades, a quebra da palavra... Já que não tem sido proferidas ou escritas para ser algo  verdadeiro..., apenas para conseguir o que se quer, sem, realmente, uma consideração, ligação, com quem está interagindo; sim, temos a palavra sendo usada como produto do individualismo, egoísmo, materialismo, e outros "ismos" mais...
   Entretanto, enquanto houver a humanidade, haverá magia, seja por palavra ou o que for, e seus companheiros sagrados: a verdade, a fé, a esperança, a paz, o amor... Pois, é do homem, e não da Poesia, o fluir, o poder destas; do seu interior...
      Nunca deixará de ser importante falar, escrever... Deixar fluir o que 'vai no coração' (ou o que vem do coração)... E ser paz, luz, amor, canção...

"Receba sem medidas, 
não só 'palavras', 
mas a magia, o poder destas 
em seu interior: 
o fluir de luz, paz, esperança, fé, 
calor, renovo, carinho... 
Que esta magia lhe envolva, 
fluindo e refletindo onde quer que esteja, 
aonde quer que vá... 
Tudo com muito Amor!
(Valéria Milanês)
Fonte imagem: Google imagens

8/13/2014

Cada dia é um novo viver... Se você crer!

   "Tudo pode ser incerto... 
Talvez neste ponto resida a 'beleza da vida', 
aquela que nunca deciframos, só admiramos... 
Entretanto, não são de incertezas 
de que é constituída a vida... 
E sim, de caminhada... 

   Embora não saibamos, ao certo, 
onde nos levará a jornada, 
podemos querer vivenciar o bom, o bem, 
o que há de melhor em nós 
e decidir pelo o melhor que podemos fazer. 

Caminhando com cada dia, momento; 
sorrindo, até mesmo chorando, pensando, agindo, 
conseguindo, fazendo o que está em nossas mãos... 
De mãos dadas com a esperança, a fé e o amor... 
          Mesmo com toda incerteza, o sublime da vida é... 
Viver, Amar e Ser!  
Cada dia é um novo viver... Se você crer!"
(Valéria Milanês)

"A vida não é certa. Nada aqui é certo! 
O que é certo mesmo, é que temos que viver cada momento, cada segundo, amando, sorrindo, chorando, emocionando, pensando, agindo, querendo, conseguindo… E só assim, é possível chegar àquele momento do dia em que a gente diz: “Graças a Deus deu tudo certo." 
__Luis Fernando Veríssimo.


Fonte imagens: Google imagens

8/05/2014

A última entrevista de Clarice

    Nessa entrevista, Clarice já sabia que estava doente... Já sabia que seu tempo, na condição física, findava, e sua partida estava bem próxima à sua porta (nosso espírito sabe o que ainda em nossa mente não cabe)...  Pouco tempo depois, partia para a eternidade a escritora, nascia mais uma estrela a nos iluminar, chamada... Clarice Lispector.

           No vídeo (*), podemos ver a escritora... Para uns, séria, misteriosa, impaciente... Para outros, tímida, triste, reservada, serenamente angustiada... Uns a percebem estática; outros, inquieta a fumar e fumar...  A verdade é que todas as percepções estão corretas, genericamente falando... E a mais verdadeira de todas, como ela mesma diz: cansada!
           Havia (e há no vídeo) tudo isso e muito mais:  Um ser humano que não se acostumou com as nuances de ser, nessa existência limitada - somada aos moldes que tentam mais e mais incrustar tentáculos limitadores - com o sentir do infinito fluindo nas veias... (e um poeta não se permite moldar, rótulo ganhar, por uma incapacidade de ser o que uma só máscara quer mostrar...). E havia mais... Toda a vida, a que conhecemos, se esvaindo... Perceptivelmente, fisicamente, sentidamente... Doente! Seu espírito prestes a perder as amarras, e a fôrma dos medos incutidos sendo aflorada, descortinada...

         "Intrigante, Clarice!", expressão mais falada, pensada, sentida até hoje... E por quê? O controvertido, a raiva, o incontido e muito mais estão a jorrar até quando ela se cala, e nas entrelinhas da conversa... Não é comum vermos alguém estar no "ápice de estar sendo", e isso é também espantoso!  Não, esse nosso mundo não está acostumado ao revelado... Onde nos ensinam a dissimular, mascarar, obedecer os sentidos doutrinários da sociedade; onde alguns dizem, até, que não somos humanos, enquanto não nos 'formatamos', segundo a educação e a 'estipulação do conveniente'... Se não nascemos humanos, segundo essa corrente, então quem somos? O que aqui viemos fazer realmente?  
            (... ...) E, talvez estando prestes 'a morrer', poderemos nos revelar em controvérsias e verdades de sentir, mesmo sendo isso algo inusitado e estranho de entender; por nunca terem valorizado, realmente havido interesse de conhecer quem somos (só quem querem que sejamos), ou nos ensinado a plenitude das palavras... Viver e Ser!

(*)      Essa entrevista foi realizada em fevereiro de 1977, mas só foi ao ar depois de sua morte, a pedido da escritora...  Clarice partiu em 9 de dezembro de 1977, e deixou para quem quiser ver: as máscaras não nos cabem, principalmente quando o espírito está prestes a voar... Mas nos são apresentadas como opção da verdade, e, então, escolhemos uma... Até que...
(**)     Clarice não tinha sotaque francês ou qualquer outro... Tinha uma 'língua presa', com severos problemas de dicção (Freud explica...)  - Ah! Clarice não morreu devido complicações do cigarro...[existem pesquisas que os relacionam, assim como existem mulheres que nunca fumaram, beberam, no "interiorzão" do mundo e mesmo assim desenvolvem tumores...] Não somos contra ou a favor de quem fuma, pois "cada um sabe a dor e a delícia de ser o que é", ou do que se tornou... Sabe mais de si (ou não!), ou tenta aplacar a verdade de ser ou não ser, neste mundo nosso de cada dia...  Se, verdadeiramente,  analisarmos essas questões, outras 'drogas' liberadas são tão ou mais nocivas ao homem e aos os que estão à sua volta, como a bebida, ou as "drogas sociais", por exemplo... Como as questões do alcoolismo (especificamente) e, ainda, sobre a direção, como "diversão" irresponsável e desmedida, que tira vidas... (Com relação a isso, também,  deveria ter uma Lei Nacional muito mais abrangente, reforma de códigos jurídicos, e não somente a prática de multas e blá, blá... de fianças e blá, blá... Isso se fôssemos, com verdade, analisar o que seria melhor para toda uma sociedade... ).  Existem, sim, diversas explicações para se morrer (a maioria difícil de entender, e muito dolorido; por isso há que se ter o respeito devido) e apenas um motivo: o fato de estar vivo! (este que, graças aos céus, ao Pai, não pode ser manipulado, controlado., embora pareça...) Assim, temos conjecturas e explicações convenientes sobre a vida, mas o que importa na morte (ainda que pouco compreendido) é:  O meio, um motivo, para "voltarmos para casa"... 
___A última entrevista de Clarice Lispector concedida a Júlio Lerner, em 01/02/77, transcrita: http://www.revistabula.com/503-a-ultima-entrevista-de-clarice-lispector/
(***)  Mais sobre Clarice Lispector : http://pt.wikipedia.org/wiki/Clarice_Lispector


      "Viva! Faça, refaça! Seja!
       Sonhe! Acredite em si mesmo, realize!
       Mesmo com correntes contrárias;
       nada está em definitivo definido.
       Reconheça-se! Veja e reveja! 
       Buscando sair do padrão "triste e solitário", 
       que aparece como sintoma do que não se é...
       Desnude-se buscando ser, pois o mais 
       só poderá ser conhecido, vivido 
       quando não houver mais espaço 
       para o espírito ser contido..."
       (Valéria Milanês)

8/03/2014

A Importância das imagens e suas linguagens

Série: Tempos Modernos
TEMPO MODERNOS III
(ou IV, V...M! O que importa é que são modernos...!)



      Muito tem se falado do grande poder da imagem, e não é de hoje... Hoje então - onde cada um tem, em seus smartfones, suas mãos, máquinas digitais para fotografar, filmar - parece ser a imagem 'uma descoberta'. Só parece, pois parece ser importante sem ser, realmente... Ou seja, na prática, estando tão em voga, perdeu o glamour em importância, para cair no exagero do corriqueiro... E o que é isso? Exagera-se conhecer o que, na verdade, não se conhece... O que perde em importância ganha em corriqueiro, modal e não verdadeiro...
      
            Mais do que mensagens, imagens, margens, o que é importante - e sempre terá suma importância - é também o toque, a energia trocada... 
    A luz que cada ser passa, transmite, por através de 'estar sendo', por meio de imagens etc. nem é um décimo da que é emanada "em um encontro"... Um real encontro com a natureza, um real encontro entre seres... Não selfies, mas seres: aquele que é valorizado, ainda que não seja revelado, divulgado...
       As lindas reproduções, e suas linguagens, são para inspiração, porque refletem energia das coisas vivas, vividas... Refletem...!  Entretanto, a simples catalogação de coisa é algo mecânico... O diferencial sempre foi e sempre será a alma de quem vê... Ou enxerga ou sente...
        Uma grande pena mesmo (ou não, depende da opinião) é que por através de "Faces da vida" (temos que colocar aspas, para dar uma ênfase de que se está falando de Facebooks da vida, pois, no português, por exemplo, até a palavra face não é usual, pois O Face é mais usado; para uns, mais importante, mais facilmente identificado - algo como redirecionamento cerebral) a geração atual esteja relegada ao Ver, somente ver... Sem enxergar, sem tocar...."Emoções e emoções" por através do "touch" dos seus aparelhos... Sem sentir realmente o calor.... Sem sentir ou sem sentidos...
         Claro (!), o belo é lindo de ser visto! Lindo, também, é saber que este, e tudo quanto abriga, existe. Mas, o maravilhoso... Ah... esse quase ninguém o reconhece... Maravilhoso é não só poder ver e saber...  É viver!
      Ver a beleza de uma rosa é lindo, mas sentir seu perfume... é sentir-se maravilhosamente vivo... E fica no ar a pergunta que não quer calar: quando haverá espaço para o que é visto - sabido, bonito -  ser vivido?
          A vida não é só bela pelo o que nos mostram, mas pelo o que queremos encontrar, nos encontrando... Bela e misteriosa (com milhares de nuances ainda não vistas, descobertas ou trilhadas), justamente por ser o que não se governa, o que não se controla... O que não tem limite...  Tudo quanto o homem tentar limitar, somente catalogar por catalogar, se tornará pequeno... Não pelo tamanho que seja feito o catálogo (ou a tela), mas pelo tamanho que o homem atribui ao que não tem dimensão finita, começando pelo próprio homem...

Fonte imagens: Google imagens

8/02/2014

Limites ilimitados

"O céu só é o limite dos nossos pensamentos."
_D.A.


... "E dos medos... para quem tem medos...
E das ilusões, para quem cultiva ilusões... 
Limites estão enraizados no que nos 'ensinam', 
concordamos e, principalmente, onde nos escondemos... 
Limites existem, sim! 
Nós os decretamos nas verdades que elegemos 
e experiências vividas, que se tornam absolutas, 
sendo bons motivos para ter... limites!"
(Valéria Milanês)

               Assim é para tudo quanto há debaixo do céu... Inclusive, a padronização com relação ao Amor. Porém, o amor é tudo! Incluindo o tudo que não se conhece. Não podendo, não cabendo, portanto, ser só isso, ou aquilo que 'querem que seja'. Para os que quiserem percebê-lo, "libertá-lo" como um todo, tudo o que é, o infinito é o limite... De sensações, conhecimento... de Luz! 
           Mas, a moda é quem dita regras daqueles que acham que sabem, sem saber: dita com relação ao mundo (e pessoas  também ditam: contra si mesmas), e busca "setorizá-lo", fragmentá-lo ao bel prazer... Não conhecendo o amor, só frágeis partes dele mesmo (o homem), fragilizadas... O amor é muito mais...! 
           Nem todos podem, por opção, ser envolvidos por essa Luz (que está no interior do homem, para iluminar a si e tudo quanto tocar...). E que além de ser acordado, libertado, precisa fluir, e fluir... Nem todos assim o permitem, não se permitindo de si próprio uma revelação... Decidindo pela chama, que não ilumina nem um cômodo físico, que dirá uma alma.  Para o amor não há limites, padrões, medos ou formas de querer, mas recomeços de ser e sentir... É o amor que tudo transforma, e não o contrário...


"Navegar é preciso...
Tendo ou não alma de navegante.
Querer enxergar as belezas das águas 
que existem... Basta ser! 
Querer se envolver, ser envolvido.  
Com leveza, sem leveza;  
com entender, sem entender; 
com sentido ou sem sentido. 
Instintivamente, e até com a mente... 
Com mistério, sem mistério...  
Amar! 

Nós, seres infinitos, 

com infinitas grandezas 
de nossa natureza... 
Qual o desejo azul do poeta, 
que, ao acordar, sonha...  
Com as águas da sereia... 
Mergulhar no profundo do ser,  
e destas beber, até não saciar... 
Percorrer as águas de viver  
- que mudam, renovam, 
a sermos quem somos... -, 
No infinito desse mar! 

Viajar, conquistar, reconquistar... 
Hoje, agora, dia a dia... 
Ao nascer nova luz, a que venceu o breu. 
Perceber, captar as nuances infinitas, 
as desconhecidas, com o que já se conheceu. 
Andar de mãos dadas com a Poesia... 
A vivida, a esperada, a amada. 
Encantar-se, envolver-se, 
emaranhar-se nos emaranhados 
dos caminhos percorridos, 
os ignorados e os sonhados, 
trazendo à tona a luz do renovo, 
e, de novo, recomeçar..."  
(Valéria Milanês - "No infinito do teu mar")



Fonte imagens: Google imagens

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