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O que muito hoje a humanidade necessita? Refletir...
Precisa buscar ajuda... Permitir-se intuir...
Encontrar caminhos para si e fazer-se companhia
Apoiar-se em Deus, dar créditos aos seus
Reencontrar-se com a VIDA e a POESIA.

É um convite a pensar, conversar
Meditar com palavras explícitas
Implícitas experiências do Coração
Dar mais um espaço à EMOÇÃO!
"...a POESIA é para comer, senhores..."


4/09/2014

A Parábola das Pombinhas



"A experiência serve para sobreviver, 
mas não para viver..."
 __Valéria Milanês

        Duas pombinhas, a tempos, apareceram no quintal, buscando o que comer: uma, bicolor, chegou primeiro... Robusta, com mais idade. A outra, menorzinha e mais nova, toda branca, veio depois, sem muito saber...  Ambas à procura do que instintiva e minimamente necessitavam... E encontraram mais...


              Ao acompanhar a vida de duas pombinhas diariamente, é possível notar como a vida se encaminha.  Mesmo com fases da vida diferentes, há nelas algo em comum: o querer viver o que a vida tem para oferecer e elas estiverem atentas para receber, e aprender...
         No dia a dia, uma passou a acompanhar a outra, mesmo em estágios diferentes, se buscam, estão sempre juntas, se complementam.  Uma aprende com a outra... A bicolor está evoluindo, com 'o não saber' da outra, com o agir mais primitivo da branquinha, se encontrando novamente onde ela, talvez, nem sabia que havia se perdido... A outra, observa encantada os passos, 'o ciscar da mais experiente' na vida... Mas, não foi sempre assim... 
      Hoje, a branquinha é mais forte (e continua apreendendo as coisas da vida, está bem mais robusta do que a outra) e pode defender 'o seu território' de qualquer um (o que ela faz muito bem:  outros pombos e pássaros não podem ficar, pois ela não deixa, ataca), só respeitando a bicolor, que a ensinou 'o andar da vida'... No início,  a bicolor até tentou muito expulsar a branquinha: resistia, atacava, não a deixava comer, não confiava... Mas a branquinha, confiada em si mesma e na sabedoria que veio com ela - e nela fazia morada -, não ia embora, com fome esperava, e esperava...  
             Atualmente, as duas são uma... Chegam juntas e ficam juntas... São as 'donas do espaço'. Tem dias que a branquinha está mais 'fechada', e a bicolor, que é a respeitada, fica só a observá-la; deixando até ela comer primeiro... Aprendeu a respeitá-la. Percebe que sua experiência anterior não é o tudo que 'ela pensava', sem o que a branquinha lhe ensinou... Reaprendeu também a confiar. 
             Hoje, a bicolor não é só experiente, 'vivida', como é, também, mais sábia, e protegida... Ao passo que a branquinha, amadurece mais e mais. Seja no exercício da força que possui, seja no observar das mudanças e conquistas, que só são percebidas se não tivermos somente medos, presunção ou desatenção  no dia a dia...
           São essas pombinhas no quintal, as duas faces necessárias da vida a serem vistas, revistas, reconhecidas...

"Não só o que ansiamos,
A vida nos proporciona.
Dentro da imensa energia 
Por nós propagada,
A que emanamos;
Dentro da sabedoria universal,
Além do compreensível, 
Um mover sobrenatural,
A vida nos mostra, torna acessível
O que precisamos...
Receba, aprenda...
E o viver será mais que reflexo,
Será plenitude..."
(Valéria Milanês)
Fonte imagem: Google imagens

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