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O que muito hoje a humanidade necessita? Refletir...
Precisa buscar ajuda... Permitir-se intuir...
Encontrar caminhos para si e fazer-se companhia
Apoiar-se em Deus, dar créditos aos seus
Reencontrar-se com a VIDA e a POESIA.

É um convite a pensar, conversar
Meditar com palavras explícitas
Implícitas experiências do Coração
Dar mais um espaço à EMOÇÃO!
"...a POESIA é para comer, senhores..."


12/24/2014

Jesus, o Cristo... a materialização do Amor!


É tempo de festas...
É tempo de troca de presentes...
E verdadeiramente...
É tempo de reflexão!
Que haja festa, presentes e alegrias...
Sem nunca esquecer Cristo Jesus, o Emanuel!
Aquele em cujo qual o 'Amor se fez carne'! 
Seja Ele entronizado...
Reine trazendo luz e harmonia,
Aos corações dos homens...
Que haja também paz, união, verdadeira visão...
Hoje e sempre!
BOAS FESTAS! FELICIDADES MIL!
E que, principalmente...

"O Senhor te abençoe e te guarde; o Senhor faça resplandecer o Seu rosto sobre ti, e tenha misericórdia de ti; o Senhor levante sobre ti o Seu rosto, e te dê a paz."

São os sinceros votos do Blog POESIA.com.REFLEXÃO.
                                                                                (Valéria Milanês)
Fonte imagem: Google Imagens

11/01/2014

À luz do Luar...


"Um Luar para inspirar...
Perceber que a magia da vida 
está em cada dia, 
em cada momento, 
em cada encantamento,
em cada gesto de querer bem...
O que seria do mundo 
se a luz do luar faltasse 
por uma noite sequer?
O que seria do amanhã 
sem a existência do hoje?
O que seria da escuridão 
se não houvesse a luz?"
(Valéria Milanês)
                                                                                                                                  Fonte imagem: Google imagens 

10/31/2014

Pode um mundo viver sem coração?

Série: Poesia & Indignação

JORNALISTA É CULPADO POR TER PERDIDO UM OLHO DURANTE MANIFESTAÇÃO, EM SÃO PAULO
- link da matéria:  http://www.pragmatismopolitico.com.br/2014/09/reporter-cego-e-culpado-por-perder-visao.html


       A indignação, obviamente - embora seja óbvio que o óbvio AINDA não seja suficientemente claro para quem não quer Ver -, claro!, está relacionada à injustiça sendo legitimada pela 'justiça', aliada à vergonha de ver a 'liberdade sendo levada à prisão' por um ordenamento jurídico (e suas interpretações), que não tem a devida atenção (inclusive com relação às necessárias reformas) por pura conveniência... 
        Conveniência de ter um País com leis e suas imensas lacunas manipuláveis; conveniência de um grupo que se beneficia com o 'caducar de nossas leis'; conveniência de dizer que tudo está dentro da democracia, por isso temos eleições, que elegem "Mais do Mesmo"; conveniência de mostrar o que não é, mas parece ser: no papel está, mas para vigorar contra os "inimigos"... Conveniência de fazer valer a força, mas não a Justiça. Conveniência de querer perpetuar a conduta, a postura leiga de um povo sacrificado e que paga as contas de "pão e circo" - não investindo realmente em educação/cultura, e seus recursos sendo desviados para outros fins -  para que "meia-duzia" seja plena, usufrua das riquezas de nosso País... 
        E tem também o Pesar... É muito pesado! Doído, muito! Vidas mutiladas em seus corpos e alma... Vidas sendo sacrificadas pela ambição de quem zela pela corrupção... Sim, zela! Pois, quem não a combate, combatendo os que se manifestam contra ela, incluindo os jornalistas, que  indiretamente (embora não tão indiretamente assim...), trabalhando, também são combatidos, são além de hipócritas, verdadeiros criminosos... Se não são por opressão, são por omissão...



      Este jornalista, e outros, perderam a visão... Muitos outros estão na cadeia de forma arbitrária, com base em  lei criada "da noite para o dia", enquanto as reformas (de leis e política) estão engavetadas por décadas... 
     E ficam as perguntas que não calam... - Alguém realmente acredita que neste País ou qualquer outro, se não for pelo Povo, os governantes estão interessados, empenhados, de verdade e com verdade!, em exterminar "a doença chamada corrupção", enraizada em todas as esferas públicas e privadas, se é ela quem alimenta seus  tentáculos?    - E o nosso povo quando acordará sem violência, em união e em prol do povo? 
__O verdadeiro cego é aquele que não quer ver... Podemos mais #PorUmBrasilMelhor!

* LINK ABAIXO: GASTOS POR ALUNO DO BRASIL
http://www.todospelaeducacao.org.br/educacao-na-midia/indice/31321/gasto-por-aluno-no-brasil-e-um-terco-do-investido-pelos-paises-desenvolvidos/?pag=5


"Tantas injustiças sendo justificadas 
Por uma mentira espalhada: viver é ter... 
Início das mazelas do mundo, 
A competição da desmedida ambição 
A valorizar o que não tem real valor... 
Vidas sendo sacrificadas 
Por aqueles que não têm vida,
Pois não tem o sentir da emoção.
Mais amor, por favor!
Pode um mundo viver sem coração?"

(Valéria Milanês)

10/15/2014

O que mata o homem...

"Homem: conheça-te a ti mesmo 
e conhecerás o Universo."
_Sócrates

"Não sabendo que era impossível, foi lá e fez..."
Jean Cocteau

           Enquanto ao homem fecharem as portas do íntimo conhecimento, para que este, simplesmente, siga 'o andar da carruagem', não haverá valores reais e, muito menos, justiça...   Enquanto ao homem for relegado o papel de mero seguidor de normas, sem o real fluir de seu Ser, os infames 'padrões' não só prevalecem, como matam não somente o corpo, mas tentam também matar a essência humana...



"O que mata o homem e seu corpo,
- embora o espírito não morra jamais... - 
são os enganos, as mentiras, os desmandos,
as covardias lícitas que geram o doer na alma;


O que mata o homem e suas esperanças
- de querer ser, viver, construir e prosseguir - 
são as guerras: atitudes canalhas, alimentadas 
não só nos campos de batalhas... 

O que mata o homem, é o que dilacera, 
acelera a perda de sua inocência:
um mundo sem justiça e coerência
e visto como natural, normal... 

O que mata o homem são os roubos, 
a corrupção, e da ganância seus arroubos... 
Encaminhando a sociedade à mendicância 
em seus direitos íntimos e universais.  

O que não só mata como cega o homem, 
são também os insultos e desdém 
das políticas sociais. Gerando descrentes 
e dependentes de venenos de ilusão, 
do que adormeça a mente com paz..." 
(Valéria Milanês)

Fonte imagem: Google Imagens

10/12/2014

A Espontaneidade de Ser....


"Há um tempo em que é preciso 
abandonar as roupas usadas, 
que já tem a forma do nosso corpo, 
e esquecer os nossos caminhos, 
que nos levam sempre aos mesmos lugares. 
É o tempo da travessia: 
e, se não ousarmos fazê-la, teremos ficado, 
para sempre, à margem de nós mesmos."  
     _Fernando Pessoa


Momento_Reflexão: 
Verdade x Opinião.  Espontaneidade x Premeditação


#ParaRefletirComOCoração -  Darmos menos audácia às experiências vividas, passadas, inseridas, e mais liberdade à nossa essência... Enxergando em 'cada Hoje', o início de tudo o que há para se Viver... e Ser!


           Sob diversos ângulos, a espontaneidade é o nosso maior tesouro... Um fluir com origem em nosso espírito, nosso íntimo (o "eu" verdadeiro), diante de momentos que a vida, coisas desse mundo, nos mostram, ou nos impedem... Bem diferente da premeditação:  que tem origem na mente (e não na verdade), e seu agir tem tudo a ver com experiências passadas, relegando ao presente a injustiça; de ser, de agir...   
        Alguém ao agir premeditadamente, dá mais valor às suas experiências (principalmente as ruins), do que à verdade, que vem do próprio coração, ou do coração de alguém....  O que é espontâneo espelha autenticidade e liberdade... E liberdade é uma palavra pequena, ínfima, diante de sua condição: infinita.  Que não possuimos... Há em nós... Somos nós! - A criança é um Ser que reina nesse Reino... -  Tem um quê de ousadia, tanto quanto tem de 'genialidade'... Assim é, porque está relacionada com o fora dos padrões, fora dos pendões, fora das amarras, das prisões... Prisões de vivência, prisões de conveniência, prisões de opiniões... Prisões sob forma de experiência... Enfim, algo que vem do âmago, e não da mente (que é algo construído, e até destruidor...).
       Nascemos, materializamo-nos, com um brilho, com uma luz plena fluindo de nós... Com verdades que esse mundo nem pode compreender (não com a mente!)... Ao passo que crescemos, vamos sendo entulhados de informações, segundo às convenções, mas não para o nosso bem viver intimamente, ou para Ser... Apenas existir, somar mais do mesmo que conformado já está ( e para dar quorum). Mas, assim não  é, e nunca será (segundo os princípios universais) a condição ideal, a real condição... Assim, ao nascermos, Somos - também, cada um de nós, Sendo - um fator a promover equilíbrio da verdadeira condição universal... Aquela que nos faz ir além, até, infinitamente...  Mas... e a espontaneidade? Sendo 'morta' a cada consciência do que "aprendemos no mundo"...! É... nosso tesouro sendo roubado, saqueado, trocado por 'ouro sem valor': aquele que nunca nos satisfaz....    
      Então, à luz do viver e ser, a necessidade de travessia urge; e assim é porque tudo o mais ensinado, vivido dentro de nós, ainda é insuficiente para sermos... Incompletos vivemos, refletindo idéias, visões, traumas... Como verdades absolutas, mas nada no universo é absoluto, mas em construção, evolução, 'fluição'...
       Até no 'mundo nosso de cada dia' a espontaneidade é 'percebida como que algo que este mundo não controla'; incontrolável, intocável (ou assim deveria)... Por exemplo: no meio jurídico, nas normas de conduta etc.: O 'criminoso é aquele que teve intenção'... 'Onde houve dolo, há crime'. Ou seja, onde não houve planejamento, não houve maldade, não houve maquinação, não houve a mente como fator principal de uma ação, é uma 'legítima defesa de ser'... O que quer dizer que: 'até esse mundo escabroso fazedor de robôs' reconhece o Ser espontâneo, mas o 'homem enquadrado', não... Onde o homem torna-se réu dos homens... O homem torna-se o 'juiz de si mesmo'... (Não esquecendo que aqui, claro, há uma reflexão sobre espontaneidade...) 
       No meio de tudo isso, ainda, temos: o próprio homem não se permite 'ser julgado', mas 'permite-se julgar o outro'... E, no fim das contas, não entende porquê o mundo está tão cruel... Pois, não se percebe cruel no seu cotidiano (percebe-se até 'politicamente correto'),  agindo e reagindo conforme atos segundo a mente imperando (não segundo  o espírito, o pulsar do coração)...  Atos refletindo o que diz, muitas das vezes, no seu dia a dia, que repudia...    
       Um exemplo de homem julgando o homem: uma pessoa é fumante por vinte, trinta, cinquenta anos (e aqui não há um julgar se é certo ou errado; cada um deve intuir sobre o seu eu...), e segundo sua opinião, ele, ainda fumante, assim permanece 'até quando quer', segundo sua individualidade... Mas, um dia essa 'opinião muda' (seja por si ou opinião médica, seja que opinião for), e ele deixa de ser fumante... E o que ele faz? Fica somente feliz por ter parado, ou começa a criticar e discriminar aquele que não parou? No momento que algo lhe é cerceado, segundo os valores do mundo, 'sua felicidade depende da infelicidade de alguém'... Quando fumava ele não tinha essa condição, mas a adquire: ser juiz do outro  (um replicador de opiniões, e com carinha de boa intenção...). Claro que querer o bem não é crime, mas já o julgamento, e as ações provenientes  deste... Isso é um direito de ser ou um efeito colateral de existir? - e isso não é espontâneo... É ranço deste mundo! Origem de intolerância; causando injustiça, julgamentos, preconceitos... Uma dormência de ser... Tudo bem velado, não revelado; mas atuante... 
        Tem também aqueles que gostam de justificar sua 'não-ação' com frases de efeito: - "Meu sentimento, meu sentir está no meu mais profundo ser, ou no meu silêncio"... - (hein!?) - E para quê isto serve, se para questionar, criticar, mostrar o seu ponto de vista sobre alguém, de forma negativa ou incisiva, arranja-se um jeitinho de ser mostrado? Só o ruim deve ser expressado? Só as experiências e conhecimentos sobre o negativo é que vão fazer a diferença no mundo?  
        Minúsculos exemplos diante do 'mundo de hoje'... Mundo triste, e trancafiado no que colocam na mente do homem...! Dia após dia, anos após anos: coleções de situações, de opiniões... Cruas, de outros, de alguém ou por causa de alguém... E tudo ficando um 'pacote só'. Um ser sendo definido por outro... E, lamentavelmente,  não estando inteiro, o homem, nem com ele mesmo ou o seu Hoje; caminha, talvez, para que não haja Amanhã, pois o Ontem é quem 'está com a razão'...
       Contudo, sempre haverá um tempo de travessias (se assim quisermos)... Um tempo de querer Ser, e não apenas refletir o que se 'aprendeu'... Um tempo de dizer (com relação ao íntimo, à intuir, e nunca relacionado a fazer mal a outrem):  - "posso não saber nada do mundo, não conheço o mundo (nem tenho obrigação de fazê-lo); não entendo nada de 'futuro desse mundo', não tenho nada de grande valor deste mundo;  talvez seja todo errado com relação ao mundo, opiniões do mundo; podem dizer que riquezas deste mundo não me interessam, e nada material deste mundo é meu... Mas em mim nada é premeditado, nada é pelo o que o mundo tenta inserir, manipular; intoxicações na alma... O que vou levar é tudo quanto a Vida quis me ensinar - sim!, sob a forma de emoções, sensações -, mas nunca o que de mim deve fluir... E o grande crime cometido de forma recorrente, é deixar falar a voz do coração! E a pessoa que vos fala, e que a cada dia está se desprendendo dos cascalhos encrustados... Esse ser... sou EU!"

"Quanto mais o tempo passa,
Mais a espontaneidade se escassa.
Tanto mais conhecimento, 
Mais o entorpecimento... 
Conhecer é bom, 
Sentir e ser é melhor. 
Conhecimento e convenção 
Não são suficientes; 
Somos todos culpados 
Quando o agir vem da mente... 
Pode um corpo viver sem coração?" 
(Valéria Milanês)




A Defesa do Poeta 
(Natália Correa)

"Senhores jurados, sou um poeta 
um multipétalo uivo, um defeito 
e ando com uma camisa de vento 
ao contrário do esqueleto. 
Sou um vestíbulo do impossível, 
um lápis de armazenado espanto 
e por fim com a paciência dos versos 
espero viver dentro de mim. 
Sou em código o azul de todos 
(curtido couro de cicatrizes), 
uma avaria cantante  
na maquineta dos felizes. 
Senhores banqueiros, sois a cidade,
o vosso enfarte serei, 
não há cidade sem o parque  
do sono que vos roubei.  
Senhores professores, 
que pusestes a prêmio minha rara edição 
de raptar-me em crianças, 
que salvo do incêndio da vossa lição. 
Senhores tiranos, que do baralho 
de em pó volverdes, sois os reis, 
sou um poeta, jogo-me aos dados, 
ganho as paisagens que não vereis. 
Senhores heróis até aos dentes, 
puro exercício de ninguém, 
minha cobardia é esperar-vos 
umas estrofes mais além. 
Senhores três quatro cinco e sete, 
que medo vós pôs por ordem? 
que pavor fechou o leque 
da vossa diferença enquanto homem? 
Senhores juízes, que não molhais 
a pena na tinta da natureza, 
não apedrejeis meu pássaro 
sem que ele cante minha defesa. 
Sou um instantâneo das coisas 
apanhadas em delito de perdão, 
a raiz quadrada da flor, 
que espalmais em apertos de mão. 
Sou uma imprudência à mesa posta 
de um verso onde o possa escrever... 
Ó, subalimentados do sonho! 
a poesia é para comer."

Fonte imagens: Google imagens

10/03/2014

A Poesia, o Sentir e o Fluir...


"... a poesia é para comer, senhores."
_Natalia Correa

       Tudo está dentro de nós, já que infinito somos... 
Temos luz e escuridão; temos esperança e desconfiança; temos sentimentos bons e ruins; olhos para ver a beleza e inclinação a enxergar o não-belo... Tudo está em nós... A partir do contato que temos das "visões", do sentir e do agir de outros... Da 'educação' ou decepção que tivemos e, ainda, o que ainda não conhecemos... Somos infinitos, infinitas são as possibilidades de ser, de sentir, de fluir e de repelir, inclusive...


                   A poesia perspira, vislumbra todo esse mover: de ser, de crer, de não querer por temer etc.  Somos infinitamente um conjunto de tudo o que existe, vimos, choramos, rimos... Por isso, gosto de "definir" o homem como "Àgua": aquele que flui sem cessar por diversas correntes, caminhos, influências... Aquele que de dentro dele brota um jorrar de sentimentos... Tudo é ser, tudo é sentir! Até quando parece entorpecido, adormecido...
         Quem com a poesia se envolve pode ver o belo de tudo o que há, e também o que não é tão belo... Pois, depara-se, na verdade, com o que jorra de si mesmo, ao ter contato com o "fluir' de outros... São sentimentos de outros, mas poderia ser o seu, são gemer de outros, igualmente o quanto, em algum momento da vida, você já gemeu... Outros seres, que são "Eu"; o sentir de outros que poderia ser o "Meu", pois também, no fluir do universo, somos um...
       Quando um poeta descreve, por exemplo, seus anseios, não espera simplesmente que outro tenha os mesmos anseios,  nem tenciona querer o que não é... Não é para definir ninguém, apenas o que flui do seu interior. E que também poderia ser, ou foi, ou será em algum outro lugar...  Um fluir em si!  O poeta busca encantar com o encanto que dentro dele há (mas não há só nele, mas em todos nós...). 
           A poesia não define ou influencia ninguém, mas busca mostrar o sentir de alguém, e, também, o que pode estar adormecido, escondido, doído... O que não quer dizer que seja impossível de ser acordado, achado, curado, vivido...  Por isso, Poesia e Romantismo se confundem, ou os confundem como sendo um.. Acontece que a Poesia conhece o que o espírito do homem sabe e, muitas vezes, em sua mente não cabe: quem tudo cura, constrói, refloresce o homem é... o AMOR!  E todo o seu lirismo, e toda a sua incompreensível "eleição" dentro do coração... E todo o caminho que ele mesmo trilha a mostrar ao próprio homem o que está trancafiado, amordaçado... Mas, vivo!
          O que é muito incompreensível, mesmo, para o homem - sobretudo nos tais tempos modernos - é querer agir segundo o que "entende do amor". A supremacia propagada do "penso, logo entendo tudo"... Mas, AMOR não se entende, sente-se! Ele flui! 
...E não é segundo o jeito de outros, ou fatos que já presenciou. AMOR não é definido por experiências anteriores, pois não é emprego; não, experiências não servem como referências. Ele faz tudo dele mesmo e novo, trazendo um renovo... Amor não é um livro, que lemos um do mesmo gênero, e achamos que sabemos tudo sobre todos os outros do mesmo tema..  O Amor é único, mas desdobra-se segundo o mover, o gemer, a prisão e, principalmente, a liberdade de cada um... O que o faz infinitamente mais bonito, pois ele é aquele que é sem definição, e de acordo com a luz, ou não, em cada coração... Sendo ele o que nós não nos percebemos ser, embora sejamos... Quem é: Infinito!
       Talvez, por isso também, o poeta não seja aquele que possa ser compreendido, e a sua forma de permitir em si o fluir, inclusive do Amor; o seu transbordar (dentre um mundo de sensações e emoções fluindo...). O poeta não anseia nada do ser amado que ele não possa captar, sentir ou ser; muito embora a vida (na verdade, o mundo) tem doutrinado o homem a ser robotizado e, com isso, delimitado... 
     Experiências ruins com outros perdidos, tem feito o homem se perder mais e mais. E então, é mais "fácil" Ter do que Ser!  Só parece fácil, pois... Por que, ao alcançar o auge do que se pode Ter, o homem ainda continua perdido: vazio, e, ao mesmo tempo, entulhado? 
      Contudo, ainda assim, o imortal Amor sempre encontrará um caminho em cada coração e irá fazê-lo trilhar a si mesmo... Usando de nuances próprias: o encantar, o apaixonar, o querer, o queimar...  Onde o homem, de água, toma conhecimento de outra face sua: torna-se fogo... Um mar de fogo! Levando-o a reencontrar-se primitivamente, não pelo o que outros fizeram, foram; não fizeram ou não foram... Mas, pelo o sentir e o ser, mais do que tudo o mais... 
        Esse é o Amor, não por definição, por equilíbrio, missão! E o poeta, por uma capacidade de ser impactado, de sentir (sente até o que o outro não sabe que está dele fluindo),  um dos intérpretes, também, dEle. Não na palavra somente; principalmente, no jorrar, no fluir, e o Ser... do Amor!                                           (Valéria Milanês)

Fonte de imagens: Google Imagens

8/29/2014

Viver e Ser... é mais!


       Os planos que brotam em nosso interior (os chamados sonhos), não são para diversão ou coleção... São para o cumprimento de uma existência, são para o desdobrar e o fluir pleno do coração e sua missão... Esconder-se em hipóteses, ilusões, heróis inventados, assuntos, razões, mediocridades do mundo, não faz-nos diferentes "deste"... 

       Quando viemos ao mundo, viemos por uma seleção de ser e poder (e com a devida capacitação), não importando, realmente, o que colocarão em nossas mentes; não importando quais correntes elegeremos como boa razão para não fazermos o que nos foi comissionado... 
        Muito do que o mundo vive hoje (as atrocidades, as maldades, as prisões...), são reflexos de muitos e muitos que se calam... Calam o coração... Palavras são importantes, mas não são suficientes sem efetiva ação.  Palavra e ação, um binômio inseparável, pois um gera o outro (querendo ou não). Então, o que mais temos visto são as palavras e os atos condizentes com o breu propagado:  a covardia como justificativa; a revolta como motivo para a apatia, sem nenhuma pacífica "rebelião"... 
          Não há esperança? Sejas tu o início desta! Não há verdadeira união? Una-se aos que estão e são! Quer mudanças no mundo? Comece por teu mundo, teu ser, teu coração...  Sem isto, como pode o homem querer um mundo melhor, sem nem conseguir fazer, agir, reagir, primeiramente, em seu interior?
          Vãs filosofias, teorias, constatação de como está a vida... Não geram evolução... Viver e Ser... é Mais!

"Quando olhamos para o mar,
não é à toa nossa sensação de infinitude.
Quando queremos encontrar o mar,
não é coincidência a urgência de sentir-se livre.
Quem nunca ainda viu o mar,
não tem um desejo de ver algo somente...
Anseia encontrar o que mais perto 
se aproxima de sua essência de ser..."
(Valéria Milanês)
Fonte da imagem: Google imagens

E eis...


"... E a verdade espantada é que eu sempre 
estive só de ti e não sabia...
Eu agora sei. Eu sou só... 
E eis que depois de uma tarde de "quem sou eu" 
E de acordar à uma hora da madrugada ainda em desespero...  Eis que às três horas da madrugada acordei e me encontrei. Fui ao encontro de mim. 
Calma, alegre, plenitude sem fulminação. 
Simplesmente eu sou eu, e você é você.
É lindo, é vasto, vai durar. 
Eu não sei muito bem o que vou fazer em seguida
Mas, por enquanto, olha pra mim e me ama.
Não: tu olhas para ti e te amas. É o que está certo..."
_Clarice Lispector

Nota:  "E eis": Trecho de poemas de Clarice Lispector, em "Água Viva" - Video do Youtube, trechos declamados por  Maria Bethânia, Programa Panorama, em homenagem à Clarice Lispector,1979.

Fonte imagem: Google imagens

8/27/2014

Liberdade de Ser... Quem somos!

REFLETINDO AS INCONGRUÊNCIAS DO SER....

     Somos livres... Claro (!), temos liberdade... Intransponível, intrínseca, latente, urgente... Nosso maior bem, que se move dentro de nós como sendo o reflexo de quem somos, de onde viemos, ainda que não tenhamos consciência real desse mover... 


        O homem mesmo pseudo-controlado por "n" fatores que tem acesso desde seu 'nascer', acaba sempre refletindo essa liberdade, mesmo que de modo 'às avessas do que veio fazer': por exemplo, quando se expressa majoritariamente apenas pelo medíocre egoísmo (lado extremo de uma existência perdida, no sentido de não se conhecer, não-evoluída), uma tentativa de não ser deixar ser controlado, "encolhe o seu ser":.. "Ama a si mesmo" de forma suprema... O que não deixa de ser um sintoma, uma tentativa de defesa de uma "liberdade incontrolável"... 
         Por mais que haja convenções, determinações sociais, conquistas materiais etc. No meio da caminhada, é o infinito, a essência dessa liberdade, mesmo que de forma complexamente desequilibrada, é que jorra... 
          Inúmeros desafios temos, dentro da expressão "Viver a Vida", após nos materializarmos, nascermos... Mas o maior deles não é o que querem que sejamos, não são os aprendizados que nos apresentam como leis, não são as conquistas que desenvolvemos, nem mesmo quantas vocações temos e do que delas fazemos... 
        Nosso maior desafio é identificarmos que nada pode nos conter (latente... e, muita das vezes, vive-se só em um instinto dessa excelência que somos), e, também, juntamente, que não somos Um somente... Fazemos parte de um corpo maior infinito, livre, universal, mas um Corpo somos... Não no sentido de nos formatarem a liberdade, mas no sentido de espelharmos nossa maior missão que nos trouxe aqui: equilíbrio. 
         Somos quem somos (inalienavelmente), mas se aqui viemos, a expressão que devemos desenvolver é a da excelência de sermos... Desbravando os dogmas, as doutrinas, o "materialismo" e continuarmos refletindo o infinito do jorrar que habita em nós, somos nós... Ainda que 'mais nada nesse mundo seja', ainda que nos mostrem prisões... O equilíbrio é tudo o que buscamos mesmo sem saber...
       ...E o amor na sua infinitude, dentre outros, é também um ajudador. Não para nos amarmos sem medidas, não para amarmos o que não tem real valor... Mas para que haja realmente liberdade de sermos... 
        ...E o par que sempre buscamos é a nossa lembrança que somos Únicos, mas não somos Um (individual)... Quando o encontramos, nossa evolução está ocorrendo não nesse mundo, mas no infinito que existe em nós... Jorramos... Evoluímos, mesmo no limitado... e realmente florescemos... E os frutos são...!
Fonte imagem: Google imagens

8/26/2014

Palavras... São muito mais!

* REFLEXÃO SOBRE A PALAVRA E A POESIA


          Para a Poesia, uma palavra proferida não é para impressionar, mas revelar o que está fluindo, sentido, aquele que a escreve. Não são, portanto, só palavras, mas o uso da magia de ser, sentir, amar... Dar lugar ao o que há, para que seja sentido... Ser luz, e iluminar, ao se permitir jorrar... A "poesia não é de quem a escreve,  e sim de quem precisa dela..."  (Eu, como poeta, preciso dela duplamente... Além de escrever;  anseio ver o desabrochar do que há de bom onde quer que esteja um dizer (escrito ou falado), guiado à luz da inspiração; anseio que o espírito da palavra bendita liberada, toque, envolva, sendo boas energias... )

   Palavras são mágica - seja em que idioma forem proferidas: Magia de expressão do que vem do coração... E para a Poesia (e o poeta) , é sua forma (ainda que limitada) de derramar, transbordar sua alma, seu sentir, e o sentir da alma humana... Um fluir!
       Antigamente, eram usadas da forma que elas realmente são: poder!  - "Uma palavra dada era o que iria acontecer!" Expressão de sentimentos, reflexo de um querer, de uma reflexão, intenção... Enfim, a materialização do que vinha do interior de quem a proferia, e uma certeza para quem a ouvia, lia... Ainda hoje, por isso, basta uma palavra ou a falta desta para mudar muita coisa... Ou deixar de ser algo que ontem existia...
      Embora, hoje, haja uma inversão de valores generalizada - onde as palavras também foram inseridas nessa 'salada salgada', fora do tom - estas nunca deixarão de ser o que são: o poder de fazer fluir o que é, está ou virá... Pois, geralmente a palavra vem acompanhada de uma ação... Talvez, por isso, também, estejamos vivendo um "tempo de mentiras", enganação, ilusão etc., pois, o que vemos sair da "boca da sociedade" são as inverdades, falsidades, a quebra da palavra... Já que não tem sido proferidas ou escritas para ser algo  verdadeiro..., apenas para conseguir o que se quer, sem, realmente, uma consideração, ligação, com quem está interagindo; sim, temos a palavra sendo usada como produto do individualismo, egoísmo, materialismo, e outros "ismos" mais...
   Entretanto, enquanto houver a humanidade, haverá magia, seja por palavra ou o que for, e seus companheiros sagrados: a verdade, a fé, a esperança, a paz, o amor... Pois, é do homem, e não da Poesia, o fluir, o poder destas; do seu interior...
      Nunca deixará de ser importante falar, escrever... Deixar fluir o que 'vai no coração' (ou o que vem do coração)... E ser paz, luz, amor, canção...

"Receba sem medidas, 
não só 'palavras', 
mas a magia, o poder destas 
em seu interior: 
o fluir de luz, paz, esperança, fé, 
calor, renovo, carinho... 
Que esta magia lhe envolva, 
fluindo e refletindo onde quer que esteja, 
aonde quer que vá... 
Tudo com muito Amor!
(Valéria Milanês)
Fonte imagem: Google imagens

8/13/2014

Cada dia é um novo viver... Se você crer!

   "Tudo pode ser incerto... 
Talvez neste ponto resida a 'beleza da vida', 
aquela que nunca deciframos, só admiramos... 
Entretanto, não são de incertezas 
de que é constituída a vida... 
E sim, de caminhada... 

   Embora não saibamos, ao certo, 
onde nos levará a jornada, 
podemos querer vivenciar o bom, o bem, 
o que há de melhor em nós 
e decidir pelo o melhor que podemos fazer. 

Caminhando com cada dia, momento; 
sorrindo, até mesmo chorando, pensando, agindo, 
conseguindo, fazendo o que está em nossas mãos... 
De mãos dadas com a esperança, a fé e o amor... 
          Mesmo com toda incerteza, o sublime da vida é... 
Viver, Amar e Ser!  
Cada dia é um novo viver... Se você crer!"
(Valéria Milanês)

"A vida não é certa. Nada aqui é certo! 
O que é certo mesmo, é que temos que viver cada momento, cada segundo, amando, sorrindo, chorando, emocionando, pensando, agindo, querendo, conseguindo… E só assim, é possível chegar àquele momento do dia em que a gente diz: “Graças a Deus deu tudo certo." 
__Luis Fernando Veríssimo.


Fonte imagens: Google imagens

8/05/2014

A última entrevista de Clarice

    Nessa entrevista, Clarice já sabia que estava doente... Já sabia que seu tempo, na condição física, findava, e sua partida estava bem próxima à sua porta (nosso espírito sabe o que ainda em nossa mente não cabe)...  Pouco tempo depois, partia para a eternidade a escritora, nascia mais uma estrela a nos iluminar, chamada... Clarice Lispector.

           No vídeo (*), podemos ver a escritora... Para uns, séria, misteriosa, impaciente... Para outros, tímida, triste, reservada, serenamente angustiada... Uns a percebem estática; outros, inquieta a fumar e fumar...  A verdade é que todas as percepções estão corretas, genericamente falando... E a mais verdadeira de todas, como ela mesma diz: cansada!
           Havia (e há no vídeo) tudo isso e muito mais:  Um ser humano que não se acostumou com as nuances de ser, nessa existência limitada - somada aos moldes que tentam mais e mais incrustar tentáculos limitadores - com o sentir do infinito fluindo nas veias... (e um poeta não se permite moldar, rótulo ganhar, por uma incapacidade de ser o que uma só máscara quer mostrar...). E havia mais... Toda a vida, a que conhecemos, se esvaindo... Perceptivelmente, fisicamente, sentidamente... Doente! Seu espírito prestes a perder as amarras, e a fôrma dos medos incutidos sendo aflorada, descortinada...

         "Intrigante, Clarice!", expressão mais falada, pensada, sentida até hoje... E por quê? O controvertido, a raiva, o incontido e muito mais estão a jorrar até quando ela se cala, e nas entrelinhas da conversa... Não é comum vermos alguém estar no "ápice de estar sendo", e isso é também espantoso!  Não, esse nosso mundo não está acostumado ao revelado... Onde nos ensinam a dissimular, mascarar, obedecer os sentidos doutrinários da sociedade; onde alguns dizem, até, que não somos humanos, enquanto não nos 'formatamos', segundo a educação e a 'estipulação do conveniente'... Se não nascemos humanos, segundo essa corrente, então quem somos? O que aqui viemos fazer realmente?  
            (... ...) E, talvez estando prestes 'a morrer', poderemos nos revelar em controvérsias e verdades de sentir, mesmo sendo isso algo inusitado e estranho de entender; por nunca terem valorizado, realmente havido interesse de conhecer quem somos (só quem querem que sejamos), ou nos ensinado a plenitude das palavras... Viver e Ser!

(*)      Essa entrevista foi realizada em fevereiro de 1977, mas só foi ao ar depois de sua morte, a pedido da escritora...  Clarice partiu em 9 de dezembro de 1977, e deixou para quem quiser ver: as máscaras não nos cabem, principalmente quando o espírito está prestes a voar... Mas nos são apresentadas como opção da verdade, e, então, escolhemos uma... Até que...
(**)     Clarice não tinha sotaque francês ou qualquer outro... Tinha uma 'língua presa', com severos problemas de dicção (Freud explica...)  - Ah! Clarice não morreu devido complicações do cigarro...[existem pesquisas que os relacionam, assim como existem mulheres que nunca fumaram, beberam, no "interiorzão" do mundo e mesmo assim desenvolvem tumores...] Não somos contra ou a favor de quem fuma, pois "cada um sabe a dor e a delícia de ser o que é", ou do que se tornou... Sabe mais de si (ou não!), ou tenta aplacar a verdade de ser ou não ser, neste mundo nosso de cada dia...  Se, verdadeiramente,  analisarmos essas questões, outras 'drogas' liberadas são tão ou mais nocivas ao homem e aos os que estão à sua volta, como a bebida, ou as "drogas sociais", por exemplo... Como as questões do alcoolismo (especificamente) e, ainda, sobre a direção, como "diversão" irresponsável e desmedida, que tira vidas... (Com relação a isso, também,  deveria ter uma Lei Nacional muito mais abrangente, reforma de códigos jurídicos, e não somente a prática de multas e blá, blá... de fianças e blá, blá... Isso se fôssemos, com verdade, analisar o que seria melhor para toda uma sociedade... ).  Existem, sim, diversas explicações para se morrer (a maioria difícil de entender, e muito dolorido; por isso há que se ter o respeito devido) e apenas um motivo: o fato de estar vivo! (este que, graças aos céus, ao Pai, não pode ser manipulado, controlado., embora pareça...) Assim, temos conjecturas e explicações convenientes sobre a vida, mas o que importa na morte (ainda que pouco compreendido) é:  O meio, um motivo, para "voltarmos para casa"... 
___A última entrevista de Clarice Lispector concedida a Júlio Lerner, em 01/02/77, transcrita: http://www.revistabula.com/503-a-ultima-entrevista-de-clarice-lispector/
(***)  Mais sobre Clarice Lispector : http://pt.wikipedia.org/wiki/Clarice_Lispector


      "Viva! Faça, refaça! Seja!
       Sonhe! Acredite em si mesmo, realize!
       Mesmo com correntes contrárias;
       nada está em definitivo definido.
       Reconheça-se! Veja e reveja! 
       Buscando sair do padrão "triste e solitário", 
       que aparece como sintoma do que não se é...
       Desnude-se buscando ser, pois o mais 
       só poderá ser conhecido, vivido 
       quando não houver mais espaço 
       para o espírito ser contido..."
       (Valéria Milanês)

8/03/2014

A Importância das imagens e suas linguagens

Série: Tempos Modernos
TEMPO MODERNOS III
(ou IV, V...M! O que importa é que são modernos...!)



      Muito tem se falado do grande poder da imagem, e não é de hoje... Hoje então - onde cada um tem, em seus smartfones, suas mãos, máquinas digitais para fotografar, filmar - parece ser a imagem 'uma descoberta'. Só parece, pois parece ser importante sem ser, realmente... Ou seja, na prática, estando tão em voga, perdeu o glamour em importância, para cair no exagero do corriqueiro... E o que é isso? Exagera-se conhecer o que, na verdade, não se conhece... O que perde em importância ganha em corriqueiro, modal e não verdadeiro...
      
            Mais do que mensagens, imagens, margens, o que é importante - e sempre terá suma importância - é também o toque, a energia trocada... 
    A luz que cada ser passa, transmite, por através de 'estar sendo', por meio de imagens etc. nem é um décimo da que é emanada "em um encontro"... Um real encontro com a natureza, um real encontro entre seres... Não selfies, mas seres: aquele que é valorizado, ainda que não seja revelado, divulgado...
       As lindas reproduções, e suas linguagens, são para inspiração, porque refletem energia das coisas vivas, vividas... Refletem...!  Entretanto, a simples catalogação de coisa é algo mecânico... O diferencial sempre foi e sempre será a alma de quem vê... Ou enxerga ou sente...
        Uma grande pena mesmo (ou não, depende da opinião) é que por através de "Faces da vida" (temos que colocar aspas, para dar uma ênfase de que se está falando de Facebooks da vida, pois, no português, por exemplo, até a palavra face não é usual, pois O Face é mais usado; para uns, mais importante, mais facilmente identificado - algo como redirecionamento cerebral) a geração atual esteja relegada ao Ver, somente ver... Sem enxergar, sem tocar...."Emoções e emoções" por através do "touch" dos seus aparelhos... Sem sentir realmente o calor.... Sem sentir ou sem sentidos...
         Claro (!), o belo é lindo de ser visto! Lindo, também, é saber que este, e tudo quanto abriga, existe. Mas, o maravilhoso... Ah... esse quase ninguém o reconhece... Maravilhoso é não só poder ver e saber...  É viver!
      Ver a beleza de uma rosa é lindo, mas sentir seu perfume... é sentir-se maravilhosamente vivo... E fica no ar a pergunta que não quer calar: quando haverá espaço para o que é visto - sabido, bonito -  ser vivido?
          A vida não é só bela pelo o que nos mostram, mas pelo o que queremos encontrar, nos encontrando... Bela e misteriosa (com milhares de nuances ainda não vistas, descobertas ou trilhadas), justamente por ser o que não se governa, o que não se controla... O que não tem limite...  Tudo quanto o homem tentar limitar, somente catalogar por catalogar, se tornará pequeno... Não pelo tamanho que seja feito o catálogo (ou a tela), mas pelo tamanho que o homem atribui ao que não tem dimensão finita, começando pelo próprio homem...

Fonte imagens: Google imagens

8/02/2014

Limites ilimitados

"O céu só é o limite dos nossos pensamentos."
_D.A.


... "E dos medos... para quem tem medos...
E das ilusões, para quem cultiva ilusões... 
Limites estão enraizados no que nos 'ensinam', 
concordamos e, principalmente, onde nos escondemos... 
Limites existem, sim! 
Nós os decretamos nas verdades que elegemos 
e experiências vividas, que se tornam absolutas, 
sendo bons motivos para ter... limites!"
(Valéria Milanês)

               Assim é para tudo quanto há debaixo do céu... Inclusive, a padronização com relação ao Amor. Porém, o amor é tudo! Incluindo o tudo que não se conhece. Não podendo, não cabendo, portanto, ser só isso, ou aquilo que 'querem que seja'. Para os que quiserem percebê-lo, "libertá-lo" como um todo, tudo o que é, o infinito é o limite... De sensações, conhecimento... de Luz! 
           Mas, a moda é quem dita regras daqueles que acham que sabem, sem saber: dita com relação ao mundo (e pessoas  também ditam: contra si mesmas), e busca "setorizá-lo", fragmentá-lo ao bel prazer... Não conhecendo o amor, só frágeis partes dele mesmo (o homem), fragilizadas... O amor é muito mais...! 
           Nem todos podem, por opção, ser envolvidos por essa Luz (que está no interior do homem, para iluminar a si e tudo quanto tocar...). E que além de ser acordado, libertado, precisa fluir, e fluir... Nem todos assim o permitem, não se permitindo de si próprio uma revelação... Decidindo pela chama, que não ilumina nem um cômodo físico, que dirá uma alma.  Para o amor não há limites, padrões, medos ou formas de querer, mas recomeços de ser e sentir... É o amor que tudo transforma, e não o contrário...


"Navegar é preciso...
Tendo ou não alma de navegante.
Querer enxergar as belezas das águas 
que existem... Basta ser! 
Querer se envolver, ser envolvido.  
Com leveza, sem leveza;  
com entender, sem entender; 
com sentido ou sem sentido. 
Instintivamente, e até com a mente... 
Com mistério, sem mistério...  
Amar! 

Nós, seres infinitos, 

com infinitas grandezas 
de nossa natureza... 
Qual o desejo azul do poeta, 
que, ao acordar, sonha...  
Com as águas da sereia... 
Mergulhar no profundo do ser,  
e destas beber, até não saciar... 
Percorrer as águas de viver  
- que mudam, renovam, 
a sermos quem somos... -, 
No infinito desse mar! 

Viajar, conquistar, reconquistar... 
Hoje, agora, dia a dia... 
Ao nascer nova luz, a que venceu o breu. 
Perceber, captar as nuances infinitas, 
as desconhecidas, com o que já se conheceu. 
Andar de mãos dadas com a Poesia... 
A vivida, a esperada, a amada. 
Encantar-se, envolver-se, 
emaranhar-se nos emaranhados 
dos caminhos percorridos, 
os ignorados e os sonhados, 
trazendo à tona a luz do renovo, 
e, de novo, recomeçar..."  
(Valéria Milanês - "No infinito do teu mar")



Fonte imagens: Google imagens

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